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Rock In Rio

No inicio de setembro estivemos no Rio de Janeiro para a Bienal do Livro, uma das maiores do segmento no Brasil. O evento acontece no Riocentro, bem no norte da cidade e a caminho de lá era quase impossível não perceber a enorme estrutura, com uma cidade bem ao estilo cenográfica de cinema que percorria pelo menos 1 km do caminho. A Cidade do Rock, assim intitulada pelos organizadores do festival Rock In Rio, desde a primeira edição, é uma estrutura de dimensão faraônica que durante uma semana dá vida ao ambiente movido pela música e pelas milhares de pessoas que passam por lá.

Depois de 10 anos o evento volta para o Brasil, depois de algumas edições em Portugal e Espanha. Devido a vários problemas de estrutura e negociações o evento sempre foi adiado e repensando de acontecer no país de origem. Primeiramente, iria voltar acontecer em 2014, ano que o país sedia a Copa do Mundo mas foi adiantado e há confirmações para o evento se tornar bienal.

A primeira edição do Rock In Rio aconteceu em 1985 e é considerada um dos eventos mais importantes do mundo na história da música. O evento já era megalomaníaco desde a primeira edição, além de todo o apoio médico e praças de alimentação ainda contava com dois shoppings instalados dentro da Cidade do Rock, afinal, tudo deveria funcionar muito bem para o enorme número de pessoas que iriam passar pelo evento naqueles dias. Segundo o organizador principal, o empresário Roberto Medina, o evento tinha o dever de ser o maior e mais importante da America Latina, e realmente, não deixou por menos.

Juntando os nomes mais relevantes da música nacional e internacional, a primeira edição foi uma grande ode aos fãs de rock e outros gêneros que estavam em alta naquela época. Os anos 80 vivia um efervescência tanto nas vertentes de hard rock e heavy metal como com o chamado de rock de arena, que garantiam grandes espetáculos. Um exemplo disso é execução da músca Love Of My Life, do Queen, cantada perfeitamente pelo público que acompanhava um dos shows mais ovacionados de todas as edições do evento.

Outras peculiaridades como o sino de meia tonelada utilizado na execução da Hells Bells, do AC/DC ou ainda, o vocalista – super hiperativo – Bruce Dickinson do Iron Maiden, batendo a guitarra sobre sua própria cabeça em um momento empolgado na execução da música Revelations viraram situações épicas sobre o evento.

Nessa primeira edição, ainda teve muito espaço para o rock nacional que vivia um momento de muito destaque como bandas como o Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho. Mas foi na edição seguinte, em 1991, que o rock nacional teve um destaque ainda maior com Titãs, Engenheiros do Hawaii, Pato Fu, Cassia Eller entre outros. Já a terceira edição, em 2001, foi marcada por alguns problemas na organização e boicote das bandas nacionais contemporâneas, lideradas pelo grupo O Rappa.

Claro que cada edição tenta se reformular e hoje com um número infinito de subgêneros as possibilidades são muitas. Com um lineup até controverso, muito se discute a escolha de artistas teens entre outros extremamente populares, o evento continua a se consolidar entre um dos maiores e até acessíveis para o público se comparado com outros festivais da moda no país.

Boa parte dos shows de cada edição do festival foram, e provavelmente serão, marcantes de uma outra forma. Um dos aspectos mais comentados pelos artistas que se apresentam no festival é que eles nunca viram e ouviram um público tão afetivo e emocionado como o brasileiro. As edições do Rock In Rio sempre são usadas como material exclusivo de muitas bandas e há muitas biografias e relatos, em livro, que comentam a emoção que é estar no palco ou no meio da multidão que está lá pelo mesmo motivo.

O Rock In Rio 2011 começa hoje, no Rio de Janeiro. Você esteja lá ou não, preparamos uma lista de livros imperdíveis para entender por quais motivos esse festival marcou toda uma geração de brasileiros, impossível não se emocionar com a vinheta clássica de guitarra tocando.


Metendo o pé na lama: Os bastidores do Rock In Rio 1985Cid Castro – Editora Tinta Negra

 


A Enciclopédia do Metallica Wlad Cruz – Beast Books

 

Ponto FinalMikal Gilmore – Companhia das Letras

 


Freddie Mercury: Memórias de um homem que o conhecia melhorPeter Freestone – Madras

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