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30 anos sem Elis Regina

                                                                                                                                                                                                                                                                                            Hoje a vitrola da Joaquim se enche de sentimento e toca Elis Regina. Há 30 anos a pimentinha do Brasil fora encontrada morta em seu apartamento nos Jardins, em São Paulo. Sempre há quem comente sobre a tristeza do dia no país que perdia uma grande voz e ainda enfrentando uma ditadura. Elis carregava dor na sua voz, sua performance exalava um sentimento em alto grau de veracidade. Fala-se muito que a beleza do seu canto era movida por uma dor que se transformava em alento para os ouvintes. Mesmo que comparações sejam evitadas, inclusive no exterior, ela é considerada a grande voz feminina do Brasil.

Elis Regina Carvalho Costa nasceu em 17 de março de 1945, em Porto Alegre. Já na década de 60 surgiu nos clássicos festivais de música demonstrando talento para a dramaticidade. Aliás, as interpretações de Elis para cada música iam muito além de uma voz belíssima, apontava para uma mulher com talento de comover com olhares e gestos. Como mostra essa performance dela no programa Fantástico de 1976, arrepiante!

Ficou conhecida também por interpretar grandes nomes – como fez em 1965 cantando Arrastão de Vinicius de Moraes -, além de alavancar algumas carreiras interpretando canções de Milton Nascimento, Ivan Lins, João Bosco e etc. Mudou-se para o Rio e depois para São Paulo afim de dar vida aos seus projetos e poder fazer parte do circuito musical da época. Casou-se duas vezes e teve três filhos, todos músicos. Inclusive, sua filha Maria Rita leva a fama de ter muito do talento da mãe.

(Elis sendo a grande revelação do festival da TV Excelsior cantando Vinicius de Moraes)

Além de cantora conhecida pelas interpretações, Elis Regina foi uma mulher engajada politicamente justamente num momento tão tenso como foi a ditadura militar no Brasil. Se pronunciou muitas vezes contra a mão de ferro dos militares em relação aos artistas do país. Seu protesto era feito através da música com letras fortes interpretadas com muito sentimento e doses de patriotismo. Infelizmente, a cantora morreu com apenas 36 anos e apesar do lamento da perda, quando ouvimos Elis cantar, quando lemos suas entrevistas, vemos muito de uma mulher feliz vivendo cada segundo como se fosse o último e talvez seja exatamente dessa forma que ela viveu.

Acesse alguns links bacanas em tributo aos 30 anos da morte de Elis Regina:

Bela retrospectiva online feita pelo Estadão
Restrospectiva fotográfica de Elis

LPs de Elis Regina que você encontra na Joaquim:

Elis, 1966

Elis, 1977

Elis Especial

Reedição do primeiro LP de Elis, 1961

Reedição do segundo LP de Elis, 1961

Elis, Montreux Jazz Festival

e o livro Furacão Elis, de Regina Echeverria

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