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Mesa do Joaquim: Especial Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição

Nesse dia 23 de agosto a UNESCO instituiu como Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição. Que segundo as palavras de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO:

“Por meio de sua luta e de seu desejo de dignidade e liberdade, os escravos contribuíram para a universalização dos direitos humanos. Devemos ensinar os nomes dos heróis desta história, porque eles são os heróis de toda a humanidade.”

Separamos alguns títulos essenciais sobre o assunto:

Abolição: Uma história de escravidão e do antiescravismoSeymour Drescher: UNESP – Nesta obra, sobre o tema da escravidão e dos movimentos abolicionistas dos séculos XVIII e XIX, Seymour Drescher analisa o aparente paradoxo da escravidão em plena era do Iluminismo. Ele confronta os fundamentos políticos e sociais do ‘princípio de liberdade’ da Europa Ocidental com o papel pioneiro e decisivo do continente na globalização tanto da escravidão quanto da abolição da escravatura. Drescher não nega os direitos humanos nem a premissa da igualdade racial. Mas questiona se a escravidão racial chegou de fato a integrar os ideais dos europeus a ponto de desfigurar sua concepção de liberdade. E ainda sugere que não foi a ineficácia da economia escravista a principal justificativa para a abolição – à época, as colônias caribenhas britânicas esbanjavam vitalidade econômica.

A Hidra de Muitas Cabeças: Marinheiros, escravos, plebeus e a história ocultaPeter Linebaugh: Companhia das Letras – Uma contranarrativa da modernidade, que expõe o outro lado – ‘de baixo para cima’ – da formação do capitalismo global.

Abolicionistas Brasileiros e Ingleses: A Coligação entre Joaquim Nabuco e a British and Foreign Anti-Slavery Society (1880 – 1902)Antônio Penalves Rocha: UNESP O mérito deste livro é ter feito um estudo em fontes históricas poucas vezes examinadas, como a correspondência entre Joaquim Nabuco e a British Anti-Slavery Society, além do jornal Rio News mostrando como Joaquim Nabuco e a Sociedade Antiescravista Britânica e Estrangeira promoveram-se mutuamente. O autor nota que Nabuco aparece com menor frequência no Rio News após 1884, quando a campanha abolicionista ganhou as ruas e o líder abolicionista passou para o segundo plano no movimento emancipacionista.

Capitalismo e EscravidãoEric Williams: Companhia das Letras – ‘Capitalismo e escravidão’ retrata sobre a formação do capitalismo industrial na Inglaterra à exploração dos africanos escravizados nas propriedades rurais do Novo Mundo. Fruto da tese de doutorado defendida em Oxford, Williams procurou derrubar os alicerces de uma interpretação da história, produzida nas universidades britânicas, que vinha servindo para a legitimação ideológica do império onde o sol nunca se punha. O livro pretende manter a capacidade de gerar debate e de instigar a imaginação histórica.

Escravismo no BrasilFrancisco Vidal Luna e Herbert Klein: EDUSP – Nos últimos vinte anos, os estudos sobre o escravismo têm crescido significativamente, resultando na publicação de inúmeros artigos, monografias, teses e livros; entre as fontes de informação disponíveis, as listas nominativas dos habitantes, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, são acervos importantes pela abrangência e qualidade dos levantamentos. Grande parte da pesquisa dos autores baseou-se no Arquivo Público do Estado de São Paulo e Mineiro, nos quais puderam levantar dados sobre idade, domicílio, estado civil, entre outros, permitindo compor uma visão ampla e aprofundada da sociedade escravista no país. Os autores apresentam um arcabouço cronológico paralelamente a uma análise estrutural, inicialmente distinguindo a escravidão de outras formas de trabalho servil, analisando a evolução da escravidão até o século XIX, e ressaltando os aspectos sociais e políticos da vida e cultura dos escravos.

Memórias do Cativeiro: Trabalho, Identidade e Cidadania na pós-aboliçãoHebe Maria Matos e Ana Maria Lugão Rios – é a obra que faz uso mais extenso da história oral e das lembranças dos ex-escravos e seus descendentes depois da abolição. Com dezenas de depoimentos de escravos do antigo sudeste cafeeiro, onde viveu a maior parte dos últimos escravos do país, é dividido em duas partes – a primeira subdivide-se em ‘História’, ‘Narrativa’ e ‘Identidade’; a segunda aborda o campesinato negro, a política e o trabalho no Vale do Paraíba após a abolição. Trata, ainda, das estratégias adotadas por famílias para contornar as limitações que o preconceito racial e a escravidão lhes impuseram para tornar-se parte da nação.

O Sul mais Distante: Os Estados Unidos, o Brasil e o tráfico de escravos africanos Gerald Horne: Companhia das Letras – Em meados do século XIX, os Estados Unidos da América e o Império do Brasil estavam atados pelo envolvimento com a escravidão negra e o tráfico transatlântico de escravos. Então, os maiores produtores mundiais de algodão e de café, os senhores de escravos de ambas as nações, enfrentavam a hostilidade crescente dos militantes abolicionistas da Grã-Bretanha e das unidades federativas do Norte dos Estados Unidos. Baseado em pesquisa realizada em arquivos de diversos países, Gerald Horne explora as percepções que os ideólogos da escravidão no Sul dos Estados Unidos tinham do Brasil (o ‘Sul mais distante’), os projetos que delinearam a partir delas, seu papel nas polêmicas seccionais que conduziram, em 1861, à eclosão da Guerra Civil e o impacto do conflito norte-americano sobre os destinos da escravidão brasileira. A partir do exame dos planos para a ocupação da Amazônia com o emprego de mão de obra negra e de capitais sulistas, a reabertura do tráfico transatlântico negreiro após sua proibição definitiva em 1850 e o estabelecimento de uma aliança internacional pró-escravista entre os Estados do Sul e o Império do Brasil, o autor oferece um livro que ilumina as trajetórias históricas dos dois países.

Nossos colonizadores AfricanosIldasio Tavares: EDUFBA – Esta 2ª edição chega 13 anos após a 1ª (lançada em 1996), colocando mais uma vez à disposição do público este livro que trata dos traços singulares da formação histórica da Bahia. Reúne textos com o tom contundente de um autor que se expressa em cada linha na convicção de que o melhor do vigor original da terra baiana, da história brasileira, revela-se na Polis chamada terreiro .

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