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Sete resenhas ruins (e hilárias) de álbuns clássicos

Uma coisa é fato: ninguém é obrigado é prever que algo se tornará um clássico, certo? Pois é, e olhe que isso não aconteceu uma ou duas vezes, principalmente se tratando do mundo da música. Dando uma olhada numa lista divertida do site Flavorwire, resolvemos trazer alguns álbuns que hoje são marcos na história da música e foram muito incompreendidos quando ouvidos pela primeira vez.

1) Led Zeppelin
Led Zeppelin 1969

Tá aí um dos álbuns mais mal recebidos pela crítica e um enorme sucesso de vendas. Os fãs simplesmente adoravam a fusão do blues e rock que a banda propunha nesse disco do fim dos anos 60. Mas, a Rolling Stone – que ditava o que viria ou não ser moda – falou mal pra caramba do álbum, o que deixou Jimmy Page extremamente chateado durante anos, se recusando a dar qualquer entrevista para a famosa revista.

“No esforço de desperdiçar seu considerável talento nesse vergonhoso material, o Led Zeppelin, produziu um álbum que é uma triste reminiscência de Truth [do Jeff Beck Group]. Assim como o Beck Group eles estão perfeitamente dispostos a fazer um show de dois homens (ou melhor, de um e meio). Parece que, se eles estao querendo ajudar a preencher o vazio criado pelo fim do Cream, terão que encontrar um produtor (e um editor) e algum material mais interessante para ter uma atenção coletiva.” (John Mendelsohn, Revista Rolling Stone)

2) Black Sabbath
Black Sabbath 1970

Havia uma aura pairando sobre a Revista Rolling Stone na década de 70, todas as bandas queriam ser o Cream, o supergrupo de Eric Clapton. Na resenha de Lester Bangs – e veja bem que ele era “o cara”, criando inclusive o termo heavy metal – ele passa mais da metade dela comparando o Sabbath com o Cream, dizendo inclusive que “é como o Cream….mas ruim”. Hm, acho que não, hein!

“O álbum todo é uma farsa – apesar dos títulos sombrios das músicas e algumas letras vazias que soam como Vanilla Fudge fazendo um tributo malfeito a Aleister Crowley, o álbum não tem nada a ver com espiritualismo, ocultismo, ou qualquer outra coisa exceto fracassadas citações de clichês do Cream que soam como se o músicos as tivesse aprendido de um livro, com uma tormentosa e obstinada persistência” (Lester Bangs, Revista Rolling Stone)

3) Daft Punk
Discovery 2001

Robert Christgau também é um desses magos que ditam o gosto da galera, até se intitula como Dean of Rock Critics™. Assim que ele ouviu o segundo disco do Daft Punk, que realmente era bem diferente do trabalho anterior mas de forma nenhuma ruim, ele não poupou críticas pesadas à dupla Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo.

“Esses caras são tão franceses que eu quero alimentá-los à força e cortar fora seus fígados. Jovens modernos que tem se ajustado a Detroit-Berlin devem achar seu sintetizador barulhento parecer humanistico; jovens modernos que gostam de balançar a bunda podem dançar até se acabar. Mas a diversão ianque é bem menos espiritual [sic], para que Deus Abençoe a América, “One More Time” é apenas uma irritante novidade nos E.U.A.” (Robert Christgau)

4) Radiohead
Ok Computer 1997

O tal do Robert Christgau não deixa barato mesmo. Além de soar extremamente simpático como você viu acima com a dupla eletrônica, se limita a comparar um dos clássicos do Radiohead com nada menos que o Pink Floyd, dizendo que o álbum de 97 não é tão bom quanto “Wish You Were Here”.

“Radiohead não saberia o que é um herói trágico se estivesse se preparando para o nível A, e sua ideia de alma é um tanto Bono, quem eles imitam correndo o risco de parecerem mais ridículos do que já são.” (Robert Christgau)

5) Lou Reed
Berlin 1973

Mais uma vez a Rolling Stone entra em ação, dessa vez com o jornalista Stephen Davis que acabou levando como ofensa pessoal ter que ouvir esse álbum do Lou Reed. Ele diz que o disco leva o ouvinte para um submundo distorcido e degenerado de paranóia, esquizofrenia, degradação e etc. Agora tem que se pensar até onde isso é ruim na música, né?

“Há certos discos que são tão ofensivos que o ouvinte só pode desejar algum tipo de vingança física para com os artistas que o cometeram” (Stephen Davis)

6) The Rolling Stones
Exile on Main Street 1972

O guitarrista e escritor Lenny Kaye não perdoou Mick Jagger e trupe nesse álbum de 72 e mostrou todo o seu desagrado dizendo que o “grande álbum” dos Rolling Stones ainda estava por vir.

“Exile On Main Street esgota seus quatro lados sombreando a mesma música em muitas variações assim como há as Rolling-Stone-de-sempre para preenchê-los, e se por um lado eles provam uma eterna constância e simpatia de grupo, por outro lado você pode ouvir o disco e ainda sentir uma vaga insatisfação, não sendo o suficiente para que a “banda das bandas” tivesse sempre ganho um prêmio especial no passado…Eu ainda penso que o grande álbum dos Stones do período de maturidade ainda está por vir. Espero que Exile On Main Street dê a eles uma base sólida de que necessitam para se abrir, e com um pouco da expansão do horizonte (talvez afiados por dois meses na estrada), eles possam nos dar isso na próxima vez.” (Lenny Kaye)

7) Belle and Sebastian
The Boy With Arab Strap 1998

Se a Rolling Stone era a referência do que ouvir nos 70, em épocas de internet o site Pitchfork foi – e é um pouco ainda – responsável em ditar gostos musicais. Eis que Jason Josephes trata com ironia do álbum de 98 do Belle and Sebastian por ser muito…..Belle and Sebastian! Ok, na internet tudo pode ser deletado – e essa crítica é uma delas -, por isso existe a Wayback Machine para trazer os fantasmas à tona.

“ As músicas são tão grudentas que poderiam ser penduradas na orelha de Ben Stiller, e não quero dizer isso de maneira positiva. O excêntrico experimento da banda em palavras faladas não é um fator positivo, e nem um buquê murcho numa poesia de quarto.” (Jason Josephes)

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