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Ah! Os Novos!

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Se você é fã de vinil e acompanhou a auge dos nossos queridos long plays nas décadas de ouro do bolachão, também acabou ouvindo os discursos apocalípticos e exagerados no início da década de 90. Muitas pessoas se desfizeram de tudo que tinham em vinil porque a promessa do CD era digna de paraíso, além de jurar que os vinis seriam meros guardadores de pó e espaço nos modos de vidas cada vez mais compactos.

E cá estamos nós em 2013, se você tem tem entre 20 e 30 anos, vai poder dizer que comprou CDs, ouviu muito mp3 e bem, acabou comprando os vinis da sua banda favorita seja de qual época ela for. A verdade é que os vinis nunca deixaram de ser produzidos lá fora, muita gente não caiu nessa de que o vinil viraria mero produto. Inclusive já publicamos um texto sobre o Neil Young falando de como o Steve Jobs – o cara que viabilizou o mp3 com o ipod – adorava chegar em casa e ouvir seus bolachões.

Mas sabe o que é mais interessante e resultado desse encantamento que os bolachões conseguem ainda causar nas pessoas? As formas de como a música alternativa e as bandas que ficaram muito conhecidas através de streaming e downloads de mp3 pelo mundo inteiro, se renderam ao charme dos vinis, e convenhamos, quem resiste?

Organizamos uma lista que merece ser ouvida e que você possa imaginar os LPs lindões na sua coleção. O Joaquim recomenda!

Yeah Yeah Yeahs

A banda americana comandada pela simpática e ao mesmo tempo esquisita Karen O – ela cantou uma música no recente Frankeweenie do Tim Burton, precisa mais? – é um indie rock alegre, com pitadas eletrônicas e com pegadas punk que faz o som ser desses excelentes pra animar uma festinha, sozinho ou com uma galera. Abaixo o clipe “Zero” que mostra a versatilidade da banda, além da Karen O ser uma referência na quesito estilo.

Aqui você encontra o It’s Blitz!

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The XX

Ah! os britânicos! o The XX é outra banda indie com uma pegada pós-punk e elementos pop, com teclado, uma pequena dose de sintetizadores e vocais femininos e masculinos que funcionam muito bem. Aquele som gostoso de ouvir em casa depois de um dia daqueles de trabalho. Abaixo o clipe de Crystalized, do primeiro álbum “XX” pra você sacar a pegada da banda.

Aqui você encontra The XX

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Alt J

Continuando na pegada do belo sotaque da Inglaterra vem o ALT-J. O nome da banda se refere ao símbolo ∆ gerado em um teclado Mac com a junção das teclas ALT e J. Os caras dizem que o símbolo foi fundamental para a formação da banda, já que na matemática/química ele representa mudanças e foi em um período assim que a banda surgiu. Os meninos tem um visual nerd mas não pense que o som possa ser parado! Eles fazem um som que pode parecer esquisito aos ouvidos desacostumados, uma mistura de indie, com folk, eletrônico e vocais bastante variantes. Mas confie, a música é criativa e bacana, dessas pra ouvir na vitrola e prestar atenção nos detalhes! Abaixo, o clipe de Breezeblocks, do álbum de 2012 “An Awesome Wave”.

Aqui você encontra An Awesome Wave

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Alabama Shakes

O nome da banda já diz muito, Alabama Shakes é um desses sons pra animar muito lembrando do black music que este estado americano já produziu. Fazendo um Southern Rock, a banda consegue resgatar todo aquele espírito dos anos 60 e 70 trazendo à tona muito do blues e soul que às vezes parece desaperecer em meio a tanta banda atual. O álbum de estreia “Boys & Girls” vai animar todo mundo na sua casa! Abaixo o clipe de Hold On. Impossível não prestar atenção na verve da vocalista Brittany Howard e do restante da banda.

Aqui você encontra o Boys & Girls

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Of Monsters & Men

Até algum tempo atrás, a Inglaterra era a terra das bandas que flertavam e ousavam trabalhar com vários estilos musicais, e sempre fez isso com muita criatividade. Mas desde que a Islândia exportou a Bjork na década de 90 parece que o país se tornou um dos maiores celeiros de bandas interessantes do cenário independente e alternativo. O Of Monsters & Men é mais uma da nova safra, faz um indie rock bem gostoso de ouvir, desses para colocar de manhã cedo e ficar sorrindo bobo até o álbum acabar. Eles estão confirmados para o Lollapalooza desse ano, uma banda que vale a pena prestar atenção. Abaixo, o clipe da música que os tornou famoso no mundo todo Little Talks, do álbum “My Head is an Animal”, de 2012.

Aqui você encontra o My Head is an Animal

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Tame Impala

O Tame Impala – o nome se refere ao animal Impala – é uma das bandas que mais tem crescido nos últimos anos. Fazendo um som psicodélico, voltado ao estilo sessentista mas com suas próprias peculiaridades, a banda consegue ter um estilo único. O clipe abaixo de Half Full Glass of Wine mostra bastante do espírito da banda. Ótimo para viajar com os olhos fechados!

Aqui você encontra o Lonerism

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Sharon Jones and the Dap-Kings

Se você já estava achando o Alabama Shakes um belo retorno ao espírito negro dos anos 60 e 70, vai simplesmente se derreter na voz de Sharon Jones e sua banda! É soul music da mais alta qualidade, feita sem nenhum tratamento de som tecnológico, tudo como se fazia há 30, 40 anos atrás. Sharon emprestou sua voz – e que voz! – para muitos grupos dos anos 70, mas na época logo foi considerada “velha” para o trabalho, fez de tudo um pouco para sobreviver e nos anos 2000 voltou com tudo para nos dizer que há soul na música! Abaixo o excelente clipe de I Learned the Hard Way, do álbum homônimo de 2010.

Aqui você encontra o 100 Days 100 Nights

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Charles Bradley

Não tem como falar desse belo retorno ao soul, R&B e afins sem citar a Daptone, a gravadora que resolveu levar ao mundo esses mestres. O Charles Bradley é simplesmente irmão da Sharon Jones citada acima. Faz um deepsoul de deixar qualquer um mudo de emoção, também tocou por muito tempo pela noite underground do Brooklyn antes da Daptone mostrá-lo para o mundo. Abaixo o clipe da emocionante The World (Is Going Up in Flames), do álbum No Time for Dreaming, de 2010.

Aqui você encontra o No Time for Dreaming

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Grizzly Bear

Os americanos do Grizzly Bear já são conhecidos na cena indie há algum tempo, os cineastas americanos alternativos parecem adorar usar suas músicas em trilhas sonoras e bem, o estilo dos caras é bem esse. Executam um indie/folk com pitadas experimentais, ótimo para se tornarem trilhas sonoras de bons momentos. Abaixo, o clipe de Knife, do álbum Yellow House, de 2006.

Aqui você encontra o Veckatimest

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Django Django

Mais uma banda recém saída da fornada inglesa de 2012. Os caras do Django Django – sem muita explicação para o nome – fazem um rock bem mais experimental apesar de sempre pender para o indie britânico, com boas pitadas de eletrônico e ótimo para dar uma alegrada na vida. Abaixo o clipe de Default do album debut Django Django.

Aqui você encontra o Django Django

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Gostou das dicas? Quer indicar bandas novas que também tem seus álbuns vinis? Deixa um comentário aí embaixo, quem sabe logo não faremos uma segunda parte sobre as bandas novas tão fãs de vinis quanto nós!

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3 opiniões sobre “Ah! Os Novos!

  1. Lara em disse:

    ahhhh, quero Charles Bradley!!! quanto é ? 🙂

  2. Pingback: Ah! Os Novos! Versão 1.4 | JOAQUIM

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