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Curitiba Underground: O Documentário

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Blindagem, Beijo AA Força, Relespública, Catalépticos, Bad Folks, The Tods são apenas alguns nomes para trazer à tona a fama de cidade do rock underground que Curitiba ganhou ainda nos anos 80. “Curitiba Underground” é um documentário de 27 minutos, dirigido por Patrícia Filus, que tenta remontar brevemente a cena roqueira da capital paranaense no fim dos anos 80 e década de 90.

Contando com depoimentos dos protagonistas da época, jovens que presenciaram ao vivo os movimentos de rock de garagem, fanzines e DIY, os relatos remontam as memórias de uma verdadeira guerrilha que todos participavam para que os shows lotassem os bares onde tocavam e que as bandas não fossem esquecidas no dia seguinte. Os cartazes e flyers, que na época eram a única maneira de divulgar os eventos, assim como sair com os instrumentos nas costas, vestidos à caráter pelas ruas divulgando o seu próprio rock, são algumas das histórias contadas em pouco menos de meia hora.

O documentário ainda mescla imagens de festivais, como o “Leite Quente” de 1995 com a “Virada Cultural SQN” de 2013, traçando um paralelo em como a cidade ainda é forte na cena independente. E mesmo com as boas lembranças compartilhadas os entrevistados ainda comentam sobre como algumas coisas não mudaram, como a falta de apoio das rádios locais e maior adesão de casas noturnas deixando claro que a cena deve se manter unida. Tudo isso faz de “Curitiba Underground” um passo para se pensar sobre a chama independente que ainda circula pelas ruas da cidade.

Ah, vale mencionar que menos de um ano atrás o jornalista Hermano Vianna – no boom sobre a poesia do nosso polaco maluco Paulo Leminski – escreveu sobre o consumo “da droga cultural de Curitiba”, que segundo ele é uma das cidades mais prolíficas quando se trata de rock e poesia, um verdadeiro celeiro de arte underground. Será que vamos ter em breve um revival da cena empolgada dos anos 80 e 90? Pois como bem cita o guitarrista da Relespública no documentário, a famosa frase de Raul Seixas “Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”. E é o que esperamos!

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