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15 discos fundamentais para os Mutantes

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Influenciados basicamente pela verve que vinha do rock americano e inglês, Os Mutantes surgiram na segunda metade dos anos 60 e se tornaram uma das bandas mais importantes da cena brasileira, com o amplo contingente de fãs fora do país. Os álbuns nacionais despertaram a atenção dos estrangeiros e com álbuns exclusivamente lançados lá fora, o grupo se tornou um dos símbolos da música brasileira, misturando o rock psicodélico sessentista, o movimento tropicalista e sonoridades brasileiras, e letras que poderiam aparentemente soar nonsense mas que observadas com atenção tinham a mesma rebeldia implícita dos Rolling Stones, por exemplo.

A revista americana Wax Poetics, dedicada à música soul, jazz, funk, hip-hop, música latina e afins – o belo nome fazendo referência aos discos de vinil – chamou o guitarrista Sérgio Dias para listar 15 álbuns fundamentais para a sonoridade d’Os Mutantes. Na lista traduzida abaixo  você vai fazer um passeio por toda a década de 60 – alguma coisa no fim dos anos 50 – e entrar no universo daqueles adolescentes que dariam forma ao rock brasileiro em um cenário tão adverso como o da Ditadura.


1 The Ventures – Twist with the Ventures (1961)

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Eu comecei minhas aventuras na guitarra aprendendo essas passagens. Nocky Edwards foi o melhor professor, com o seu significativo trabalho na guitarra que é ainda, tecnicamente, muito difícil.

2 Russ Garcia – Fantastica (1959)

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Ele fez orquestrações para os primeros filmes sci-fi. Ele foi um dos primeiros caras, até onde sei, que usava instrumentos eletrônicos como osciladores e outros. Eu fiz minhas primeiras caminhadas “fora do espaço”, perambulando pelas gálaxias de música das esferas, ouvindo esse gênio e sua visão de “música da era espacial”.

3 The Beatles – Revolver (1966)

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Esse me toca no coração, e é matador! Todos dos Beatles – tudo.
Toda vez que um álbum dos Beatles era lançado, era como uma mudança na perspectiva de vida, então eu teria que falar de cada um deles. Em Rubber Soul era a introdução dos vocais como uma parte muito importante de como eles compunham e tocavam. Rubber Soul é fundamental. Revolver também. Se você ouvir “Tomorrow Never Knows”, você ainda não vai acreditar que alguém podia fazer algo como aquilo.

4 Celly Campello – Broto Certinho (década de 60)

Celly Campello - Brôto Certinho (1960)

Ela era a voz da juventude brasileira. Ela era rebelde; era a nossa Natalie Wood. Ela foi uma cantora do ínicio do ínicio do rock por aqui. Ela basicamente fazia os primeiros estágios do twist como o Neil Sedaka.

5 Nino Tempo e April Stevens – Nino and April sing the Great Songs (1964)

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Ótimos vocais! Nós amávamos a interação, e a banda de apoio era ótima! A forma como cantavam e a música eram excelentes.

6 The Everly Brothers – The Everly Brothers (1958)

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Arnaldo e eu costumávamos vê-los como espelhos, sendo irmãos e tal. Eles (nos ajudaram) solidificar nosso modo de cantar.


7 Peter, Paul e Mary – In the Wind (1963)

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A Rita entrou para nosso “Everly Brothers”, e começamos a criar harmonias mais complexas. (Arnaldo e eu) estávamos apaixonados pela Mary, claro.

8 Swingle Singers – Bach’s Greatest Hits (1963)

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Este realmente nos toca porque temos influência clássica desde o berço. Quando Johann Sebastian Bach entrou nos Mutantes – foi um prazer! Os caras costumavam cantar Bach, apenas com vocais, e isso nos influenciou muito, porque éramos muito ligados em música clássica. Minha mãe foi uma das primeiras mulheres a escrever um concerto para piano e orquestra, e uma das melhores compositoras e intérpretes que eu já vi tocando piano. Mais do que ninguém, ela foi quem mais nos influenciou. Nós a víamos voltar para o centro do palco para ser ovacionada umas 15 ou 16 vezes no teatro. Ela era ultrajante.

9 Nat King Cole – A Mis Amigos (1959)

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Suave e sexy! Que grande pianista ele era. Ele cantou em português nesta: “Quero chorar, não tenho lágrimas…”

10 Sly and the Family Stone – Stand! (1969)

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Eles realmente nos mandaram para a/pra quinta dimensão! Enlouquecemos com os beats e o baixo distorcido.

11 Demônios da Garoa – Trem das Onze (1965)

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Eles foram uma banda ultrajante de São Paulo. Eles cantavam muito bem, um tipo de estilo do interior. Eles eram o epítome do samba paulista. Tinham um humor precioso que eles carregavam em suas músicas, uma banda incrível com ótimas harmonias, e o modo caipira de cantar acompanhado com o sotaque da Mooca nos tornava orgulhosos de sermos os paulistas que somos!

12 The Rolling Stones – Their Satanic Majesties Request (1967)

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Eu costumava voar com o meu carro ouvindo esse muitas e muitas vezes. Este tornou os Stones transcendentes para mim com o vocal incrível e o trabalho de percussão.

13 Jimmy Smith – Bashin’ (1962)

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Ele foi a maior influência no modo de Arnaldo tocar o Hammond; ele continua sendo o melhor! Ninguém toca como ele. Ele é o Gato!


14 Les Paul e Mary Ford – Bye Bye Blues (1952)

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Meu querido professor, como eu suei para tocar o solo de “Bye, Bye Blues”.


15 Duane Eddy – Dance with the Guitar Man (1963)

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Claudio trouxe ele e aquilo nos deu consciência de que às vezes a sonoridade é tão importante quanto as notas!

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