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Joaquim Apresenta: Gretchen Cadillac

 

Fundada em 2015, os curitibanos da Gretchen Cadillac não estão para brincadeira. Ou melhor, a brincadeira é justamente unir várias coisas bacanas que curtem e torná-las realidade. Como o nome sugere, unindo duas potências da música pop brasileira a banda tem um projeto que supera muito a cena atual do rock. Mano Seixasrock (vocal), JR Hellboy Menezes (guitarra), Alysson Pugas (guitarra) e Leo Neto (bateria) já se conheciam há algum tempo, tocando junto pela cena roqueira de Curitiba, e se uniram para um projeto mais ambicioso. O primeiro trabalho do grupo, intitulado de Fliperama Mundo Cão é uma ópera rock multimídia que une música, cinema e quadrinhos, paixões assumidas dos caras.

Como você vai assistir na entrevista com o Abonico Smith abaixo, não foi nada fácil tirar do papel a ideia de fazer um trabalho conceitual. Exigiu organização e planejamento, todo mundo trabalhou junto e uniu uma equipe de primeira para executar o projeto. O roteiro é do próprio guitarrista JR Hellboy Menezes, conta com quatorze temas envolvendo o protagonista Roque, aqui encarnado pelo Mano Seixasrock e o restante da banda dá conta de viabilizar a narrativa de forma que a sonoridade seja elemento essencial. Roque é engolido por uma máquina de pinball nos anos 70, durante as quatorze fases que ele irá passar todos os seus vícios entram na jogada, mostrando que ele tem levado uma vida que pode ser comandada mais por vilões se ele não conseguir detonar um a um. Se ele vai sair dessa, só escutando, lendo e assistindo os caras para saber!

Mano e JR contam na entrevista que a ideia é o clássica jornada do herói, comum nas histórias em quadrinhos, só que aqui dialogando com várias linguagens, tornando a trajetória muito mais instigante. A banda começou o projeto com crowdfunding e aos poucos foi soltando faixas, histórias em formatos de pergaminhos e vídeos. Agora é a vez de mostrar a ópera rock por completo, não apenas as composições e interpretações da narrativa, mas o trabalho gráfico de quatorze artistas diferentes envolvidos. O lançamento vai rolar na Cinemateca de Curitiba e promete ser uma experiência extra sensorial! Veja a entrevista e o teaser do show e cuidado para não ser engolido pelo mundo cão.

 

 

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Joaquim Apresenta: Trem Fantasma

Partindo do nome de uma música d’Os Mutantes, os curitibanos do Trem Fantasma não temem em organizar as muitas referências de cada membro da banda e criar um estilo próprio e bem produzido. Rayman, Yuri e Leonardo (Marcos, ainda não havia chegado) não titubeam em afirmar – numa conversa bacana, que você pode ver abaixo, com o Abonico Smith – que assim que os australianos do Tame Impala lançaram seu disco de estreia, ficaram ligados que um dos estilos que eles mais curtiam, o psicodélico, poderia ser feito de uma forma moderna e criativa. Não deu outra, os três que se conheciam – e tocavam em outros projetos – desde a época da escola, resolveram se juntar para produzir e encontrar uma sonoridade construída por todos e deu muito certo!

As influências clássicas de cada um foram se somando e dialogando com o que eles ouviam de contemporâneo e também com o que liam. Algumas letras escritas por Rayman tem influências diretas do Paulo Leminski, parceiro constante do pai do baixista, o Paulo Juk do Blindagem, outro clássico de Curitiba. Os membros compõem de forma separada e tocam vários instrumentos, não pense que isso atrapalha o processo, pelo contrário, todos acabam acrescentando um pouco em cada composição. Difícil mesmo é separar tanto material bacana para caber um único disco.

Lapso é o debut do quarteto e foi produzido pelo Beto da banda gaúcha Cachorro Grande. O próprio Beto conta em entrevista que tinha ouvido a EP da Trem Fantasma e se tornado um grande fã da banda, pediu pros caras enviarem uma demo que foi logo repassada ao selo 180 que logo inseriu os caras no catálogo. O disco merece destaque mesmo, é um som cheio de energia e camadas psicodélicas, dá para ficar pirando durante toda a execução. Apesar das comparações com feito hoje em dia pelos já mencionados Tame Impala e Boogarins, a Trem Fantasma consegue ir além e se destacar, imprimindo a identidade de cada membro. E como eles não deixam o tempo passar, já está no prelo o segundo disco Dias Confusos e o clipe do single homônimo você vê aqui embaixo. Além disso, se você tiver a oportunidade de ver eles ao vivo, veja! Como você pode assistir em nosso canal – um pocket especial feito na loja – os caras mantém o público animado do ínicio ao fim. Faça essa viagem com a gente!

Joaquim Apresenta: Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Marcelo Cabral

Os nomes de Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Marcelo Cabral raramente estão separados quando aparecem em contracapas dos discos mais celebrados, no Brasil, dos últimos anos. Mesmo com seus trabalhos solos, estes artistas, junto com outros nomes como Kiko Dinucci e Thiago França no Metá Metá, produzem muito e ajudam a desenhar a prolífica cena contemporânea da música brasileira. O grupo até deu um nome para o coletivo: Clube da Encruza. Quase que uma paródia com o Clube da Esquina – uma das suas influências – eles afirmam que o nome tem mais a ver com a ideia dos orixás, especificamente de Exu, que segundo Juçara Marçal é o que abre os caminhos para a arte e a criatividade.


Em entrevista para o Joaquim Apresenta, os três contam um pouco mais sobre o processo de trabalhar juntos e a química entre si acontecer de forma plena. A cantora Juçara Marçal abraça projetos que vão do samba raiz à sonoridade noise e experimental, como é o caso de seu trabalho com o artista Cadu Tenório no disco Anganga (2015). Rodrigo Campos, no momento da entrevista estava divulgando o álbum Conversas com Toshiro, que é influenciado por elementos que vão desde a cultura pop, arte contemporânea até a literatura existencialista. Outro trabalho seu com Juçara, o Sambas do Absurdo é inspirado no Mito de Sísifo de Albert Camus e tem letras do artista Nuno Ramos, que também assina a capa. Já Marcelo Cabral é produtor e além de colaborar muito com o Clube da Encruza, assina trabalhos de artistas como Criolo e Karol Conka. Um time de primeira linha, que merece muita atenção!

Nos dois episódios do programa o Abonico Smith consegue criar um diálogo com os artistas onde fica claro, como o próprio Marcelo Cabral diz, que é o “prazer em criar” que move todos os projetos e a criação coletiva – mesmo que as ideias partam de um indivíduo – é que dá o tom especial para os trabalhos desse grupo que já construiu uma identidade particular na música brasileira.

Boa parte dos discos em vinil do grupo tem saído pelo ótimo selo Goma Gringa, que capricha na produção gráfica dos discos e cria um diálogo único entre material físico a sonoridade dos artistas. Outro selo que merece destaque, e lança o material do Passo Torto (outro projeto que envolve esse grupo e outro do nordeste) é o Assustado Discos, quem também se mantém atento ao melhor da produção atual no país.

Assista a entrevista, procure os discos dos artistas aqui na Joaquim! Se gostar acompanhe o nosso trabalho pelo canal do youtube e compartilhe com os amigos.

Joaquim Apresenta é uma parceria da Joaquim Livros & Discos, Mondo Bacana e Max Olsen Produção Audiovisual

Elton John, ganha o título de lenda da Record Store Day

“É como entrar numa livraria e sentir o cheiro dos livros. Meu deus, quão bom é isso?”

Já são dez anos que a Record Store Day entrou para o calendário oficial da música mundial. Desde 2007 o terceiro sábado do mês de abril é aguardado por milhares de colecionadores e fãs do vinil espalhados pelo mundo. Apesar do dia oficialmente focar nos Estados Unidos, Inglaterra e alguns outros países, o clima é de festa em muitas lojas de discos espalhadas pelo mundo. Claro que estamos incluídos no grupo de entusiastas! Você pode saber mais sobre a história da data e sobre seus embaixadores nos links que vamos deixar no final desse texto.

Elton John se divertindo e engordando a coleção de discos.

Em 2017, para comemorar em alto estilo essa primeira década, a Record Store Day nomeou ninguém menos que Sir Elton John como a grande lenda do evento. O músico inglês deu um depoimento inspirado (você pode assistir aqui embaixo, sem legendas) contando desde os seu primeiro 45 rotações, falou da emoção de ter o disco 17-11-70 reeditado em vinil durante o evento e ainda descreveu todas as sensações que envolvem aquele prazer característico dos colecionadores. Ressaltou a importância não apenas da sonoridade do disco de vinil – que segundo ele diz, já gravou em muitos estúdios desde o começo da sua carreira e que sim, o som do vinil é o melhor – mas também de todo ritual de escolher o disco e colocar a agulha para trabalhar. Ir às lojas de discos procurar o disco certo para o momento é outro momento ressaltado, diz ele “Eu amo lojas de disco, posso ir a uma em Las Vegas e gastar três horas lá. Apenas sentir o cheiro, dar uma olhada, a maravilha das memórias.”.

Além da nomeação à lenda do evento, a Record Store Day chamou a cantora St. Vincent para ser a embaixadora do evento esse ano. Muitos lançamentos estão previstos para o dia e vários colecionadores já estão fazendo as suas listas. Por aqui vamos comemorar com um acervo caprichado, descontos e muita música rolando durante o dia inteiro. Acompanhe nosso evento no facebook e não perca esse dia em que os fãs do bolachão se encontram para celebrar esse amor em comum.

Mais sobre a Record Store Day

A história da Record Store Day
Jack White & Record Store Day
Dave Grohl, embaixador de 2015

Joaquim Apresenta: Leonardo Panço

Para quem acompanha a cena da música independente e underground brasileira, desde os anos 90, é quase impossível não ter lido o nome de Leonardo Panço em algum fanzine. Naquela época ele tinha a banda Soutien Xiita, depois montou o selo Tamborete que revelou nomes como o Gangrena Gasosa e o Zumbi do Mato. Ainda nos anos 90 o cara tocava e coordenava a banda Jason, – ele conta as peripécias da banda pela Europa no livro Jason, 2001 uma Odisseia na Europa. Mesmo tendo selo e bandas para coordenar, Panço já queria escrever literatura – e escreveu em 2009 o Caras dessa Idade já não leem Manuais – e queria ainda mais. Logo que saiu da Jason, em 2010, continuou produzindo projetos próprios, publicando livros como Tempos e o mais recentemente Superfícies que une literatura, fotografia e música.

Passando por Curitiba para divulgar o Superfícies ele conversou com o Abonico Smith relembrando as peripécias do passado e falando sobre o momento atual e os trabalhos mais recentes. No primeiro episódio ele conta com detalhes como foi dar forma para o projeto do livro, unindo as imagens abstratas de superfícies, os textos curtos de epifanias do cotidiano e as faixas curtas que acompanham em CD. No segundo episódio eles conversam sobre a carreira musical do Panço, sempre unindo a produção escrita com a música, seguindo a tradição de cenas norte-americanas como a do hardcore de Washington D.C.

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Joaquim Apresenta é uma parceria da Joaquim Livros & Discos, Mondo Bacana e Max Olsen Produção Audiovisual

PARTE 1

PARTE 2

Joaquim Apresenta: O Terno – Entrevista

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Apenas quatro anos separam o debut 66 dos paulistanos d’O Terno, o auto-intitulado O Terno (2014) e o recente Melhor do que Parece (também pelo selo/coletivo Risco), disco que chamou à atenção por influência sólidas nos anos 60 e 70 sem deixar de demonstrar autenticidade. Em entrevista para o nosso programa Joaquim Apresenta, Tim, Guilherme e Gabriel contam como o trabalho flui entre eles e como tudo vai ganhando contornos conforme o que vão ouvindo e dialogando. Quando Abonico Smith pergunta para Tim se o pai – Maurício Pereira que, junto ao André Abujamra, tinha a dupla Mulheres Negras – havia o influenciado de alguma forma, ele afirma que sim, que o pai sempre o incentivava a ouvir desde o clássico ao pop e sertanejo, dizendo não existir música ruim e sim formas diferentes de produzir.

Os três discos da carreira da banda deixam claras essas influências variadas aliadas à construção da maturidade dos integrantes. Se em 66 há a presença de letras irônicas e divertidas, somadas à uma sonoridade indie – bem animada e ritmada – o segundo disco já soa mais soturno e reflexivo. Em Melhor do que Parece são claras as influências do início da Motown e Rascals, tendo bastante do soul, perceptível logo na primeira faixa. As letras bem humoradas também estão presentes assim como as letras mais afetivas, ou melhor, como afirma Tim, mais “com o coração aberto”.

Veja a entrevista abaixo na íntegra, onde eles contam mais detalhadamente os processos de produção e a cena independente brasileira. Acompanhe também o trabalho da banda pelas redes sociais. O Terno lançou seus discos, também em formato vinil, pelo selo Risco e garante também um ótimo projeto gráfico.

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Joaquim Apresenta é uma parceria da Joaquim Livros & Discos, Mondo Bacana e Max Olsen Produção Audiovisual

Ouça o disco na íntegra:

Feira de Livros Joaquim: Nós também temos a nossa!

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Perto de completar nove anos de vida, a Joaquim Livros & Discos prepara para os próximos dias um evento bem legal com descontos especiais. Afinal, ao longo dos anos criamos uma rede de amigos que enxergam em nosso pequena loja uma das boas possibilidades de encontrar livros e discos, um espaço das pequenas editoras, dos livros inusitados, dos temas muitas vezes preteridos ou invisíveis nas grandes cadeias de livro. Nossa opção sempre foi pela diversidade.

Best-sellers não são o nosso negócio. Na mesa, com os livros que consideramos mais interessantes, que fica no centro da loja, em via de regra não se encontra os mais vendidos em todas as listas de jornais e revistas. Conseguimos com muita dedicação ter algumas boas estantes em temas como filosofia, sociologia, história, antropologia, estudos de gênero e sexualidade, literatura e arte.

Na esteira da Semana do SESC, da qual já participamos em anos anteriores mas nesta edição estamos de fora, a Joaquim fará nos mesmos dias descontos de 25% a 30% em vários títulos de editoras locais, editoras universitárias e edições independentes. Estamos em plena negociação com editoras e distribuidores e em breve anunciaremos as novidades.

Ao longo dos próximos dias, fique atento pois nossa página do face e no evento criado para esta promoção estes títulos serão anunciados, muitos dos quais provavelmente não estarão à venda na feira do SESC.

Nestes dias, nosso horário será estendido e faremos também algumas atividades culturais, afinal esta também é nossa praia.

Participe e divulgue aos amigos! Livrarias independentes são como oasis em meio a mesmice dos “10 +” de sempre.

Por Marcos Ramos Duarte, o “Joaquim”

Acompanhe o evento no Facebook.

“Freetura” com a banda Boogarins, de Goiânia

miniatura_joaquimapresentablogNo dia 10 de julho de 2015 recebemos na “sala” da loja os goianos da Boogarins. A ideia surgiu de uma parceria que a Joaquim firmou esse ano com a produtora curitibana Volcano que vem trazendo excelentes bandas do cenário nacional para tocar na capital do Paraná.

A Boogarins é uma banda que – desde 2012 – vem chamando atenção da cena psicodélica contemporânea. Misturando um som que poderia ser associado com o estilo dos australianos do Tame Impala, eles criam sua própria atmosfera reverberada com letras que mostram a inspiração vinda de bandas como os Mutantes e o Clube da Esquina.

Fernando Ribeiro e Benke Ferraz fizeram algumas gravações caseiras e mandaram para gringos que souberam ver potencial dos caras nessa nova cena de revival do psicodélico. Emplacaram um contrato com a nova-iorquina Other Music Recording e distribuição pela Fat Possum Records. A Other Music é uma loja de discos que se tornou uma interessante gravadora e a Fat Possum tem um catálogo interessante com artistas contemporâneos como Black Keys, Dinosaur Jr, Band of Horses e etc.

Em 2013 a Boogarins lançou lá fora o disco “Plantas que Curam” que ganhou notas e resenhas em importantes sites de música. O single “Lucifernandis” emplacou e a banda começou a fazer turnês por város lugares da Europa e E.U.A, tocando inclusive em um dos grandes festivais do gênero, o Austin Psych Fest. Além das músicas bacanas do disco, o Boogarins é conhecido por viagens longas e bem elaboradas em seus shows e foi com essa aproximação entre o improviso e a experimentação que eles chegaram por aqui.

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O evento intitulado de “Freetura” aconteceu de forma paralela à quarta edição do Volcano Apresenta, que ainda contou com as bandas Aldo (SP) e Audac (PR). Como explicou o vocalista e guitarrista Fernando Ribeiro, a ideia do “Freetura” é justamente improvisar e ir seguindo conforme os climas forem se criando. A banda tocou por um pouco mais de 40 minutos, criando de improviso entre livros e estantes. O criativo baterista Ynaiã (ex-Macaco Bong) usou a própria estante de livros enquanto Fernando, Benke e Raphael criavam viagens sonoras que deixaram o público hipnotizando.

Confira o vídeo editado que fizemos do som que a Boogarins fez por aqui. Foi uma experiência e tanto. Ficamos com a certeza que temos criatividade e bons sons vindos da nova geração do rock brasileiro. Vamos aguardar os novos trabalhos desses goianos!

*Você encontra o disco “Plantas que Curam” na Joaquim. Também encontra os CDs das bandas goianas Luziluzia e Carne Doce.

Mais:

– Entrevista que a Boogarins concedeu ao Curitiba Lado B

Dave Grohl, o embaixador da Record Store Day 2015

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A Record Store Day, desde 2007, já se tornou uma tradição para os fãs e colecionadores de vinil. Apesar do evento oficial priorizar a América do Norte e a Inglaterra, várias lojas de discos pelo mundo afora organizam suas agendas para celebrar o bolachão e principalment seus clientes. Já escrevemos aqui a história do evento e sua importância no fortalecimento da cultura do vinil. A data se destaca por eventos que acontecem simultaneamente dentro de lojas e lançamentos oficias da data, normalmente reedições, b-sides, singles e outras edições especiais.

Todo ano é escolhido um embaixador para a data, alguém que seja um apaixonado pelo vinil e também que promova ações de apoio às lojas de discos. Já foram embaixadores grandes nomes como James Hetfield, Josh Homme, Ozzy Osbourne, Iggy Pop e ano passado, Jack White. Esse ano Dave Grohl (Foo Fighters) será o embaixador da Record Store Day e abaixo você pode ler a tradução da carta – uma tradição no evento – em que ele relata como se apaixonou pelo vinil e como essa paixão é e deve ser passada de geração em geração. Vida longa ao vinil!

“Eu descobri a minha vocação nos fundos de uma escura e empoeirada loja de discos.

Um “K-Tel’s Blockbuster 20 Original Hits by the Original Stars”, de 1975, com Alice Cooper, War, Kool and the Gang, Average White Band e outros, comprado em uma pequena loja de discos na minha suburbana vizinhança em Virginia, foi o disco que mudou minha vida e me fez querer ser um músico. O segundo que ouvi “Frankenstein”, de Edgar Winter, eu estava viciado. Minha vida havia sido mudada para sempre. Este era o primeiro dia do resto da minha vida.

Crescendo em Springfield, Virginia entre os anos 70 e 80, as lojas independentes de discos locais eram mágicas, lugares misteriosos em que gastava todo o meu tempo livre (e dinheiro), procurando o que poderia se tornar a trilha sonora da minha vida. Todo fim de semana eu mal podia esperar para pegar o meu suado dinheiro, cortando grama, e ter uma tarde cheia de descobertas. E a caçada era sempre tão boa quanto a captura! Eu passava horas folheando cada pilha, examinando o trabalho gráfico de cada capa, os títulos e créditos, procurando por músicas que pudessem me inspirar, ou me compreeender, ou simplesmente me ajudar a fugir. Esses lugares se tornaram meus templos, minhas bibliotecas, minhas escolas. Eles eram como um lar. E eu não sei onde eu estaria hoje sem eles.

Mais recentemente, eu tive sorte de redescobrir essa sensação de empolgação, o sentimento mágico de encontrar algo do nosso próprio jeito, vendo minhas crianças fazendo isso. Deixe-me te dizer: Nada me deixa mais orgulhoso do que ver minhas filhas colocarem para rodar o primeiro disco de Roky Erickson, que uma delas escolheu em uma loja de discos. Ou observar o grande respeito que elas têm ao segurar seus vinis dos Beatles. Como cuidadosamente elas colocam os discos em suas capas, tendo certeza que serão colocados de volta na sequência correta. Vendo-as perceber o quão fundamental e interligada cada parte dessa experiência é, eu revivo a mágica das minhas primeiras experiências com singles e álbuns em vinil, seu trabalho gráfico, encarte e etc.

Eu acredito que o poder que uma loja de discos tem de inspirar ainda vive e bem, que a sua importância para a nossa próxima geração de músicos é fundamental. Tire uma tarde (e um pouco da grana suada cortando grama) e por favor, os apoie.

Nunca se sabe, mas isso pode mudar a sua vida para sempre, também.

Dave”

Domingueira Tattoo You! no Estúdio e Galeria Teix

tattoo-you-600x600A capa de “Tattoo You”, álbum de 1981 dos Rolling Stones, é uma das mais celebradas artes da banda e rendeu um Grammy ao artista Peter Corringston que usando uma fotografia de Mick Jagger, clicado por Hubert Kretzschmar, desenhou belas tatuagens tribais no rosto do vocalista e do guitarrista Keith Richards. Segundo entrevistas do designer a intenção era colocar Keith e Jagger na posição de respeitados xamãs de alguma tribo. A tatuagem é uma arte milenar, foi encontrada desde múmias na Sibéria, em mulheres do antigo Egito e nos diários de Darwin há anotações de que todos os povos ao redor do mundo usavam algum tipo de tatuagem. A história da arte do desenho em dermopigmentação acompaha a história do mundo e dos povos.

A Galeria e Estúdio Teix de Curitiba adotam o nome do álbum dos Stones para realizar mais uma edição da Domingueira, evento que a Joaquim Livraria participa esse ano mostrando que tatuagem e música tem tudo a ver! A ideia da Domingueira é reunir, além dos tatuadores residentes, outros nomes nacionais que tenham trabalho autoral. Cada tatuador traz flashes exclusivos e o público é atendido por ordem de chegada. Fizemos uma galeria – que você vê logo abaixo – com três trabalhos de cada um dos tatuadores presentes no dia e é muito bacana observar o estilo e traços de cada um deles mostrando que a tatuagem vai além de uma modificação corporal, é uma arte.

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Além de levar uma seleção de discos especiais para o pessoal que passa pelo evento – tatuando, sendo tatuado ou apenas de passagem – apresentaremos os DJs Lady Daphne e Selector Sik (Volcano) que vão dar o tom do domingo. As comidas e o chopp ficam por conta do food truck Currytiba Wurst. Vai ser um belo domingo para os fãs de arte e vinil!

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Acompanhe o trabalho dos tatuadores no Instagram:

Marco Teixeira – http://instagram.com/marco_teix
Ricardo da Maia – http://instagram.com/ricardodamaiatattoo
Taiom – http://instagram.com/taiomvct
Bru Simões – http://instagram.com/brusimoes
Xamã – http://instagram.com/xamatattoo
Leó Neguin – http://instagram.com/leoneguin

Acompanhe o blog do Estúdio e Galeria Teix.

Serviço:

Domingueira “Tattoo You
Local: Estúdio e Galeria Teix
Horário: 10h as 20h
Av. Vicente Machado, 666 – Batel, Curitiba – Paraná

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