JOAQUIM

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Desvendando “Blackstar”, último disco de David Bowie

“Há uma quantidade de estrelas negras no álbum…não apenas a estrela, de cinco, pontas, na frente. Elas simbolizam diferentes coisas na vida. Por exemplo, há a “roseta”, que parece um pouco com uma etiqueta de preço. Ou seja, ainda é um produto comercial; você ainda pode comprá-lo. Há a “estrela-guia”, a ideia de uma pessoa que você segue na vida ou algo espiritual que a música te dá. Portanto, há uma série de outras coisas disponíveis, não apenas na superfície, mas espero que as pessoas as vejam. E, também, não necessariamente de forma imediata.” Jonathan Barnbrook

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A morte de David Bowie, em 10 de janeiro de 2016, pegou todo o mundo de surpresa. Havia uma aura de eternidade ao redor do camaleão, talvez por sabermos que ele era formado por múltiplas personalidades significativas, desde o glam Ziggy Stardust ou a faceta mais introspectiva que viveu em Berlim, houve o sóbrio Thomas Jerome Newton – alienígena que veio a terra em busca de água – e thin white duck dos anos 80, sem contar o Bowie industrial, confortável na América, dos anos 90. Quando ouvíamos que poderíamos ser heróis, nem que fosse por apenas um dia, imaginávamos Bowie eternamente sumindo e aparecendo, sempre com uma nova faceta e novas ideias. Em 2013, quando voltou com The Next Day, vimos ele se desconstruir e dizer que estava, literalmente, pronto para a próxima jornada. Desde o fim de 2015 já se ouvia murmurinhos sobre a sequência desse retorno e no oitavo dia de 2016, o sombrio Blackstar já era comentado em todos os cantos do mundo.

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Blackstar já se apresentava clássico, o design de Jonathan Barnbrook era enigmático por si só, disco e embalagem toda preta, com uma estrela recortada na capa. Um álbum que flertava com o jazz e com letras poderosas e reflexivas já tinha todas as qualidades para ser histórico mas, infelizmente, se tornou mitológico por algo que ninguém esperava: a morte de David Bowie, dois dias depois do lançamento. Como toda a obra do artista nas últimas quatro décadas, tudo parece ter sido minuciosamente pensado, como se tivesse deixado uma mensagem de adeus exatamente na sua melhor forma, nos fazendo prestar atenção cuidadosamente na sua arte.

Com o passar dos últimos doze meses muitas descobertas foram feitas no entorno da versão impressa, em vinil, do disco Blackstar, mas, como bem diz o próprio designer, muitas ainda podem surgir, Bowie era incansável. Para celebrar essa obra-prima de despedida do camaleão vamos enumerar os segredos – compilados pela revista Spin – que os fãs descobriram ao longo do último ano. Se surgirem novas descobertas, com certeza vamos adicionar aqui. Hora de desempacotar o disco!

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LUZ REFLETIDA

Quando o vinil é exposto à luz, os lados refletem uma estrela, ou pelo menos é o que parece na imagem. Alguns fãs interpretaram como uma espaçonave ou mesmo um pássaro. Há uma boa possibilidade que seja apenas uma estrela. De qualquer forma, uma ótima ideia.

Crédito: Robert Matthews

Crédito: Robert Matthews

LUZ NEGRA

Toda a embalagem de Blackstar é preta e fosca, com alguns detalhes em verniz e um recorte, em formato de estrela, que expõe o vinil. Um fã descobriu que, quando exposta à uma luz negra, a estrela e os símbolos em verniz brilham, os deixando em evidência e lembrando aquelas estrelas fosforescentes que eram comuns serem coladas nos tetos de quartos.

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Essa é uma das descobertas mais específicas. Um fã descobriu que o tempo das faixas, na parte de trás da embalagem, foi escrita com uma fonte chamada terminal. Essa fonte é encontrada numa plataforma de design open source chamada…Lazarus! O nome da primeira faixa de divulgação do disco, com um clipe bem enigmático. O fã chega a questionar se Bowie estaria nos mandando uma mensagem. Será?

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BOWIE REFLETIDO

Esse achado pode ser mais uma feliz coincidência do que algo mais proposital. A embalagem de Blackstar é gatefold, ou seja, é uma capa dupla. De um lado da capa é possível ver estrelas – igual aquelas noites bonitas estreladas – e do outro lado, David Bowie em uma janela. Como qualquer superfície brilhante, ela reflete. Se você deixar a capa estrelada em determinado ângulo, com a da imagem do cantor na frente, poderá ver Bowie refletido nas estrelas. Muito bacana imaginar o Starman em meio às estrelas, não?

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B.O.W.I.E

Há fragmentos de estrelas, como se fosse um código, na capa do disco, logo abaixo da grande estrela recortada. Prestando atenção, dá para interpretar que as estrelas juntas podem ser lidas como BOWIE. Faz sentido, a estrela completa seria um “O”, a última um “E” e assim por diante. Um fã também lembra que esse disco é o único da carreira do camaleão a não ter o rosto dele na capa. Mesmo The Next Day, é a capa de Heroescom uma faixa em cima. Em Blackstar o cantor não está em imagem, mas em código. Ou melhor, como fragmentos de estrelas que continuam a brilhar no céu.

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STARMAN

Um dos fãs mais atentos passou horas observando a constelação que está na contracapa. Depois de muito olhar ele percebeu uma espécie de ligação entre as estrelas mais brilhantes e isso formaria um desenho rústico de uma pessoa, como um boneco de palitos. Para o fã, faria todo sentido, pois como era conhecido por Starman, nada incomum ter uma formação de estrelas inteirinha para ele.

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De qualquer forma, acreditando ou não em todas essas interpretações, o disco em vinil de Blackstar, o mais vendido em 2016, é um marco histórico para a música, para os fãs é a certeza da grandeza do camaleão musical e visual que era David Bowie.

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Confissões de um viciado em música: David Bowie

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Em uma matéria da revista Vanity Fair, de 2003, David Bowie foi convidado a falar de alguns de seus álbuns favoritos. De uma coleção de aproximadamente 2,500 discos o camaleão contou que muita coisa havia se perdido e nem tudo tinha sido possível fazer cópias em CD. Decidiu elencar 25 – sem ordem de preferência ou gênero – que remontavam a lembranças afetivas ou grandes descobertas.

Na lista que você vai ler abaixo, figuram nomes clássicos como James Brown, Syd Barret e Velvet Underground – vistos de novas perspectivas – até nomes esquecidos pela crítica e meios especializados, mas pioneiros em vários sentidos. Fique numa posição confortável para ler essa lista do camaleão. Tenha uma caneta e papel em mãos e se prepare para uma viagem de descobertas musicais que comprovam que Bowie tinha um ouvido aguçado e sabia realmente usar as referências como ninguém.

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THE LAST POETS

THE LAST POETS
(1970, Douglas)

Um dos pilares do rap. Todas as habilidades narrativas dos “griot”*, estilhaçadas em ira, apresenta um dos discos mais políticos para causar na lista da Billboard. Falando em rap (O quê?), posso pegar carona nessa grande leva com a coletânea de 1974 “The Revolution will not be televised” (Flying Dutchman), que reúne o que há de melhor do formidável trabalho de Gil Scott-Heron.

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SHIPBUILDING

ROBERT WYATT
(1982, Rough Trade)

Não é um álbum e sim um EP de 12’ polegadas. Todavia, um disco. A bem recebida e implacavelmente contagiante música escrita com Elvis Costello, e a interpretação de Wyatt é definitiva. Desoladora – reduz homens fortes a garotinhas chorosas.

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THE FABULOUS LITTLE RICHARD

LITTLE RICHARD
(1959, Specialty)

Excepcionalmente moderadas, estas performances foram gravadas por Richard em suas primeiras sessões na Specialty, a maioria em 1955. Esse disco me foi vendido com desconto pela Jane Greene. Mais sobre ela depois.

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MUSIC FOR 18 MUSICIANS

STEVE REICH
(1978, ECM)

Música de gamelão [instrumento musical javanês semelhante à marimba] balinês travestida de Minimalismo. Vi isso ao vivo no centro de Nova Iorque no fim dos anos 70. Todos com camisas brancas e calças pretas. Tendo acabado uma turnê em camisas brancas e calças pretas, imediatamente reconheci o grande talento e bom gosto de Reich. A música (e os ginastas envolvidos em executar a proposta “tag-team” de revezamento) me admirou. Surpreendente

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THE VELVET UNDERGROUND & NICO

THE VELVET UNDERGROUND
(1967, Verve)

Trazido de NY por um ex-empresário meu, Ken Pitt. Pitt fez alguns trabalhos de relações públicas e isso o colocou em contato com a Factory. Warhol havia dado para ele essa versão sem capa, prensada como teste (Eu ainda a tenho, sem selo, apenas um pequeno adesivo com o nome do Warhol nele) e disse, “Você gosta de coisas estranhas – veja o que acha disso”. O que eu “achei disso” foi que isso era a melhor banda do mundo. Em Dezembro daquele ano, minha banda Buzz terminou, mas não sem o meu pedido de tocarmos “I’m waiting for the Man” como uma das músicas no bis do nosso último show. Surpreendentemente, não apenas fui o primeiro a fazer cover do Velvet antes de qualquer um no mundo, fiz isso antes do disco sair. Isso sim é a essência do Mod.

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TUPELO BLUES

JOHN LEE HOOKER
(1962, Riverside)

Em 1963, eu trabalhava como artista comercial júnior em uma agência de publicidade de Londres. Meu chefe, Ian, um modernista estilo a la Gerry Mulligan – cabelo curto e botas Chelsea – foi bastante encorajador para minha paixão pela música, algo que ele e eu compartilhávamos e costumava me mandar em tarefas na loja de discos Dobell’s Jazz, na rua Charing Cross, sabendo que eu ficaria lá a maior parte da manhã, até depois do horário de almoço. Foi lá, nos escaninhos, que achei o primeiro disco do Bob Dylan. Ian me mandou lá para achar um disco do John Lee Hooker para ele e me aconselhou a pegar uma cópia para mim, pois era maravilhoso. Dentro de semanas meu parceiro George Underwood e eu havíamos mudado o nome de nosso pequeno conjunto de R&B para Hooker Brothers e incluímos no nosso set a “Tupelo” do Hooker e a versão do Dylan de “House of the Rising Sun” . Adicionamos bateria em “House”, achamos que estavámos fazendo alguma espécie de inovação musical, e ficamos de cara quando o Animals gravou a música que teve recepção assombrosa. Lembre-se, tocamos nossa versão ao vivo apenas duas vezes, em clubes pequenos ao sul do Tâmisa, na frente de mais ou menos 40 pessoas, nenhum deles era do Animals. Não foi roubo, então!

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BLUES, RAGS AND HOLLERS

KOERNER, RAY AND GLOVER
(1963, Elektra)

Comprado na Dobell’s [famosa loja de discos, especializada em folk, blues, jazz e world music de Londres que funcionou entre os anos 1950 e 1980]. À sua maneira, “Spider” John Koerner foi uma influência para Bob Dylan, com quem costumava tocar nos cafés de Dinkytown, a parte artística nos arredores da Universidade de Minnesota. Derrubando as fracas vocalizações dos trios “folk” como o Kingston Trio e Peter, Paul e O-quê-fosse, Koerner e companhia mostraram como isso deveria ser feito. Primeira vez que ouvi um violão de 12 cordas.

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THE APOLLO THEATRE PRESENTS: IN PERSON! THE JAMES BROWN SHOW

JAMES BROWN

(1963, King)

Meu antigo colega de classe Geoff MacCormack trouxe esse para minha casa numa tarde, ofegante e animado. Ele disse “Você nunca na sua vida ouviu algo como isso”. Fui ver Jane Green naquela mesma tarde. Duas das músicas desse álbum, “Try Me” e “Lost Someone” se tornaram vagas inspirações da “Rock & Roll Suicide” do Ziggy. A performance de Brown no Apollo ainda permanece para mim como uma das mais excitantes de álbuns ao vivo de todos os tempos. A música Soul agora tinha um rei indiscutível.

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FORCES OF VICTORY

LINTON KWESI JOHNSON
(1979, Mango)

Uma contribuição anglo-caribenha para a história do rap. Esse cara escreveu algumas das mais emocionantes poesias da música popular. A dolorosamente triste “Sonny’s Lettah (Anti-Sus Poem)” vale sozinha o valor do reconhecimento. Apesar de não cantada, a palavra falada vai ao encontro da excelente banda, esse deve ser um dos discos mais importantes de reggae de todos os tempos. Eu dei o meu original recentemente para o Mos Def, em quem vejo conexões com Johnson, pensando já ter cópia disso em CD. Droga, não tenho. Então agora eu estou procurando uma cópia por toda parte.

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THE RED FLOWER OF TACHAI BLOSSOMS EVERYWHERE: MUSIC PLAYED ON NATIONAL INSTRUMENTS

VARIOUS ARTISTS
(1972, China Record Company)

Como você pode não amar música com seleções intituladas “Delivering Public-Grain to the State” ou “Galloping Across the Grasslands” (um verdadeiro batida, aquela). Independente dos títulos parecerem com sobras de um disco do Brian Eno, estas faixas são na verdade maravilhosos exemplos de música folclórica tocada com instrumentos tradicionais. Comprei cerca de 20 dez polegadas diferentes desse gênero a preços ridiculamente baixos na Chinese Woodblock Print Fair em Berlim no fim dos anos 70. A arte da capa ostenta uma barragem hidroelétrica inteligente e de aparência altamente funcional, semelhante mas presumivelmente menor que aquela que agora está inundando centenas de vilas em ambos os lados do glorioso rio Yangtze. Mesmo assim, belos tons pastéis, e elegante impressão em branco e dourado.

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BANANA MOON

DAEVID ALLEN
(1971, Caroline/Virgin)

É possível, que as vertentes do embrionário glam começaram aqui. Eu coloquei para tocar isso essa manhã e foi espantoso ouvir algo que soa como Bryan Ferry e Spider from Mars (juntos, finalmente) na primeira faixa, gravado exatos dois anos antes dos “oficiais” lançamentos glam de qualquer um dos dois protagonistas acima mencionados. Não há, entretanto, dúvidas sobre a grande influência de Allen e seu companheiro de banda Robert Wyatt nas mais “elevadas” camadas do pop com sua unidade multifacetada, o Soft Machine. Banana Moon tornou-se o passo de transição solo de Allen para depois formar o lunático Gong. Wyatt também veio a ter uma longa e respeitosa carreira solo, intermitentemente trabalhando com o ex-Roxy Brian Eno.

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JACQUES BREL IS ALIVE AND WELL AND LIVING IN PARIS

CAST ALBUM
(1968, CBS)

Na metade dos anos 60 eu estava tendo um vai-e-volta com uma maravilhosa cantora e compositora que havia sido namorada de Scott Walker. Para o meu desgosto, a música de Walker tocava dia e noite no apartamento dela. Infelizmente perdi o contato com ela, mas inesperadamente mantive um carinhoso e admirável grande amor pelo trabalho do Walker. Um dos autores que ele fez cover num dos seus primeiros álbuns foi Jacques Brel. Isso foi o suficiente para me levar ao teatro para pegar o álbum quando veio para Londres em 1968. No momento que o elenco, liderado pelo tradutor rústico e noturno do Brooklyn Mort Shuman, chegava na música que tratava dos caras que faziam fila para suas injeções contra sífilis (“Next”), eu estava completamente convencido. Por meio de Brel, descobri a canção francesa como revelação. Aqui estava uma forma de canção popular onde poemas como os de Sartre, Cocteau, Verlaine e Baudelaire eram conhecidos e adotados pela população em geral. Não hesite, por favor.

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THE ELECTROSONIKS: ELECTRONIC MUSIC

TOM DISSEVELT
(1960, Vendor Philips)

Este é um daqueles álbuns estranhos lançados pelas gravadoras para exibir aquele estéreo moderno. Apenas que, aqui a Philips optou por uma pioneira dupla de holandeses, Tom Dissevelt e Kid Baltan. Como exploradores sonoros esses dois estão no mesmo grau de Ennio Morricone, mas mais excêntricos. Eu adoraria um mix 5.1 desses absurdos. As anotações do encarte nos informam que “chimpanzés estão pintando, gorilas estão escrevendo”. Bom trabalho.

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THE 5000 SPIRITS OF THE LAYERS OF THE ONION

THE INCREDIBLE STRING BAND
(1967, Hannibal)

OK, aqui está o álbum com a capa mais viajada. As cores estão em todo lugar, um verdadeiro deslumbre para os olhos. Provavelmente executada pelo grupo artístico conhecido como “The Fool.” Basicamente trancado em uma cápsula do tempo por muitos anos – é animador descobrir que esse estranho apanhado de coisas místicas do folk do Meio Leste e Celta se mantém memoravelmente bem até hoje. Um festival de verão obrigatório nos anos 60, eu e o T. Rex Marc Bolan somos grandes fãs.

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TEN SONGS BY TUCKER ZIMMERMAN

TUCKER ZIMMERMAN
(1969, Regal Zonophone/EMI
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Aí está um título com transparência. O cara é qualificado demais para o folk, na minha opinião. Diplomas em teoria e composição, aluno do compositor Henry Onderdonk, bolsa em Fullbright, e ele quer ser Dylan. Um desperdício de um talento incendiário? Não na minha opinião. Eu sempre achei esse álbum de austeras e raivosas composições cativante, e muitas vezes me pergunto, o que será que aconteceu com ele? Tucker, um americano, foi um dos primeiros artistas produzidos pelo meu amigo e co-produtor Tony Visconti, também americano, depois de se toparem em Londres. Porque será que ele sumiu? Ah, é, ele tem um website. Mora na Bélgica. Pesquisem sobre ele.

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FOUR LAST SONGS (STRAUSS)

GUNDULA JANOWITZ
(1973, DG)

Como “aquele livro”, este é um álbum que continuamente dou para amigos e conhecidos. Embora Eleanor Steber e Lisa della Casa façam boas interpretações deste trabalho monumental, a performance de Janowitz para Four Last Songs do Strauss foi descrita, merecidamente, como transcendental. Ela dói como amor por uma vida que está apagando silenciosamente. Eu não conheço outra música, nem outra performance, que me comove tanto quanto essa.

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THE ASCENSION

GLENN BRANCA
(1981, 99Records)

Comprado em Zurich, Suiça . Essa foi uma compra impulsiva. A capa me pegou. Robert Longo produziu o que essencialmente é a melhor capa dos anos 80 (e além, alguns diriam). Misteriosa no sentido religioso, angústia da Renascença vestida de Mugler. E por dentro… Bem, o que a princípio soa como a dissonância é logo assimilado como uma peça sobre as possibilidades de sobretons de guitarras em massa. Não exatamente Minimalismo – ao contrário de La Monte Young e seu trabalho dentro do sistema harmônico, Branca usa os sobretons produzidos pelas vibrações de uma corda de guitarra. Amplificados e reproduzidos por muitas guitarras simultaneamente, você tem um efeito parecido com o drone de monges budistas do Tibet , só que muito, muito mais alto. Duas figuras-chave na banda de Branca eram o compositor David Rosenbloom (do incrível Souls of Chaos, 1984) e Lee Ranaldo, figura fundadora junto com Thurston Moore do grande Sonic Youth. Ao longo dos anos, Branca ficou ainda mais barulhento e mais complexo que isso, mas aqui na faixa-título seu manifesto já está completo.

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THE MADCAP LAUGHS

SYD BARRETT
(1970, Harvest/EMI)

Syd sempre será o Pink Floyd para alguns de nós, fãs mais velhos. Ele fez esse álbum, reza a lenda, estando frágil e precariamente fora de controle. Malcolm Jones, um de seus produtores na época, nega veementemente. Confiarei em Jones, pois ele estava lá. A faixa de destaque para mim é “Dark Globe”, gloriosamente perturbadora e mordaz de uma só vez.

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BLACK ANGELS

GEORGE CRUMB
(1972, Cri)

Comprado em Nova Iorque no meio dos anos 70. Provavelmente uma das únicas peças para concerto inspiradas pela Guerra do Vietnã. Mas também é um estudo de aniquilação espiritual. Eu ouvi esta peça pela primeira vez no período mais sombrio do meus próprios anos 70, e fiquei muito apavorado. Na época, Crumb era uma das novas vozes no mundo da composição e Black Angels uma de suas obras mais caóticas. Ainda é difícil para mim ouvir isto sem uma sensação de pressentimento. Realmente, às vezes, soa como a própria obra do diabo.

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FUNKY KINGSTON

TOOTS & THE MAYTALS
(1973, Dragon)

Se você se considera meio louco por reggae, você terá esse, obviamente. Toots Hibbert me conquistou com sua poderosa “Pressure Drop”, contribuição para a trilha sonora de Harder They Come no começo dos anos 70. Seguiu então este fantástico e verdadeiramente álbum funky em 1973. Eu estava morando em uma rua fora da bastante gentrificada Cheney Walk em Londres, e pela primeira vez comecei a receber reclamações de vizinhos em relação ao volume no qual eu ouvia meus discos, esta belezura sendo a principal culpada. Hibbert, a propósito, afirma ser “o Inventor do Reggae”. Boa, Toots.

5.0.2

5.0.2

DELUSION OF THE FURY

HARRY PARTCH
(1971, Columbia)

Comprado em Londres na HMV, Oxford Street. Eu tenho apenas uma vaga memória de quando eu ouvi falar desse cara pela primeira vez. Eu acredito que foi Tony Visconti, meu produtor de muitas vezes, que me deu a dica. Um tipo maluco e certamente uma vez sem-teto, Partch passou a inventar e fazer dúzias dos instrumentos mais extraordinários. (Quando foi a última vez que você viu alguém tocando o Bloboy, o Eucal Blossom, ou o Spoils of War? Como você afina um Spoils of War? Eu penso.) Então, entre os anos 30 e 70, ele escreveu incríveis e evocativas composições para os instrumentos, seus temas variando de mitologia a dias pegando trens durante a Depressão. Delusion representa o melhor resumo do que Partch fazia. Por vezes bastante assustador e positivamente arrasador. Tendo escolhido um caminho musical que fugia dos compositores mainstream, ele definiu a base para pessoas como Terry Riley e La Monte Young.

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OH YEAH

CHARLES MINGUS
(1961, Atlantic)

No começo dos anos 60, Medhurst’s era a maior loja de departamento em Bromley, [Bromley é um distrito, bairro de Londres] . Em termos de estilo, eles seriam pulverizados por seus competidores, que estocaram antecipadamente a nova mobília “G-Plan” de estilo escandinavo. Mas Medhurst’s tinha uma fantástica seção de discos, liderada por um maravilhoso “casal”, Jimmy e Charles. Não existia um lançamento americano que eles não tinham ou não podiam ter. Era tão descolada quanto qualquer estabelecimento londrino. Eu teria tido uma jornada musical bem seca se não fosse por esse lugar. Jane Greene, a assistente de caixa, acabou gostando de mim, e sempre que eu aparecia, que era quase todas as tardes depois do colégio, ela me deixava tocar discos na “cabine musical” à vontade até a loja fechar às 17h30. Jane quase sempre se juntava a mim, e nós dávamos uns amassos ao som de Ray Charles ou Eddi Cochran. Isso era bem excitante, pois na época eu tinha uns 13 ou 14 anos e ela era uma mulher de 17. Minha primeira mulher mais velha. Charles me deixava comprar com um enorme desconto, me permitindo construir uma coleção fabulosa ao longo dos dois ou três anos em que eu frequentei a loja. Dias felizes. Jimmy, o parceiro mais jovem, me recomendou esse disco do Mingus certo dia por volta de 1961. Eu perdi minha cópia da Medhurst, mas continuei a re-comprar as edições com o passar dos anos, já que era re-lançado de tempos em tempos. Nele há a faixa bastante singular “Wham Bam Thank You Ma’am.” Também foi a minha introdução à Roland Kirk.

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LE SACRE DU PRINTEMPS

IGOR STRAVINSKY
(1960, MFP/EMI)

Para mim, um clássico exemplo dos olhos fazendo a compra. Desculpe a piada. No final dos anos 50, a Woolworth’s produziu uma série barata de álbuns clássicos em seu selo Music for Pleasure. Eu encontrei esse nas prateleiras e fiquei tão encantado com a foto da montanha (Ayres Rock em Austrália, como descobri) que era impossível resistir. Com a ajuda das anotações no encarte, que eu achei incrivelmente iluminadoras, eu quase podia construir minha própria dança imaginada para esse fantástico pedaço de música. O tema ostinato para as quatro tubas é um riff tão poderoso quanto qualquer outro encontrado no rock. Antigamente na minha então vida curta, eu havia comprado The Planets Suite do Gustav Holst, motivado por assistir uma tremenda série sci-fi na BBC chamada The Quartermass Experiment detrás do sofá, quando meus pais achavam que eu tinha ido para cama. Após cada episódio eu voltava para meu quarto nas pontas dos dedos, rígido de medo, de tão poderosa que a ação parecia para mim. A música titular era “Mars, the Bringer of War”, então eu já sabia que música clássica não era um tédio.

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THE FUGS

THE FUGS
(1966, ESP)

As anotações no encarte foram escritas por Allen Ginsberg e contém estes perenes trechos: “Quem está no outro lado? Pessoas que pensam sermos maus. Outro lado? Não, não façamos disso uma guerra, todos nós seremos destruídos, nós sofreremos até a morte se escolhermos a Porta da Guerra.” Eu achei na Internet o texto de uma propaganda de jornal para o Fugs, que, junto com o Velvet Underground, tocou no April Fools Dance e Models Ball no Village Gate em 1966. O FBI tinha os na lista como “The Fags.” Essa com certeza foi uma das bandas underground mais liricamente explosivas. Não eram os maiores músicos do mundo, mas o quão “punk” era tudo aquilo? Tuli Kupferberg, co-compositor do Fugs e performer, em colaboração com Ed Sanders, acaba de finalizar o novo álbum do Fugs enquanto escrevo. Tuli tem 80 anos.

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THE GLORY (????) OF THE HUMAN VOICE

FLORENCE FOSTER JENKINS
(1962, RCA)

Entre a metade e o final dos anos 70, Norman Fisher, colecionador de arte e pessoas [sic], realizou as festas noturnas mais diversas de toda Nova Iorque. Pessoas de todos os setores do assim e não tanto avant-garde se aglomeravam em seu pequeno apartamento no centro, simplesmente porque Norman era um imã. Carismático, divertidíssimo, e brilhante em apresentar todas as pessoas certas para as pessoas erradas. Seu gosto musical era tão efervescente quanto ele mesmo. Duas de suas recomendações me marcaram ao longo dos anos. Uma foi Manhattan Tower, o primeiro musical de rádio por Gordon Jenkins (sem relação com Florence), e a outra The Glory (???) of the Human Voice. Madame Jenkins era tão rica, sociável, e devota à opera. Ela possuía – e era alegremente inconsciente disso – o pior par de cordas vocais no mundo da música. Ela agraciava Nova Iorque com sua voz monstruosa uma ou duas vezes por ano, com recitais particulares no Ritz-Carlton para uns poucos sortudos. Tão populares eram esses eventos que os ingressos eram vendidos a preços exorbitantes. Para atender à demanda, Madame contratou o Carnegie Hall. Foi a grande bilheteria daquele ano, 1944. Todo mundo e Noël Coward estavam lá, caindo pelos corredores, em histerias mal contidas. Ao interpretar a canção “Clavelitos”, Madame, que chegava a mudar de roupa três vezes durante um recital, ficou tão compenetrada pontuando as cadências da música, atirando pequenas flores vermelhas de uma cesta, que a própria cesta, entusiasmada, seguiu as flores em direção ao colo de um fã maravilhado. Tenha medo, tenha muito medo.

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Os Discos mais Vendidos de 2014

montagem-discos-maisvendidos2014 foi mais um ano interessante para o mercado do vinil. Os Estados Unidos e Inglaterra – os maiores mercados do segmento no mundo – registraram aumentos de vendas entre 40% e 50% em relação ao ano anterior. Eventos como a Record Store Day ganharam força e se tornaram fundamentais para o lançamento de edições especiais e limitadas. Artistas como Jack White e sua Third Man Records demonstraram que o mercado do vinil é criativo, e principalmente, corajoso. No Brasil vários artistas estão aderindo à mídia, e o Criolo, por exemplo, com “Convoque seu Buda” nos deixou extasiados com a procura dos fãs pelo disco.

Não dá para reclamar, claro. Mas como nada é feito apenas de bônus o crescimento do vinil também desencadeou alguns desafios novos. A escassez de vários álbuns clássicos, desde os primeiros Led Zeppelin, Pink Floyd, Beatles, discos do chamado post-punk como Joy Division, Siouxsie and the Banshees e Smiths, sem contar as bandas do começo dos anos 90, se tornou um problema para as lojas de discos usados, tornando o produto mais caro. Bons discos de música estão cada vez mais escassos. Fazendo as estatísticas do ano, percebemos que muitos artistas teriam tido mais saída se estivessem disponíveis com mais facilidade.

Outra parte do problema são os tocadores de vinil, desde as antigas radiolas até as novas, por vezes muito caras, que faltam no mercado ou não estão dentro dos nossos orçamentos. E por fim, segundo o jornalista John Harris, em uma excelente matéria no jornal inglês Guardian, um dos desafios das prensagens novas é um problema de velharia, ou seja, as poucas máquinas que prensam vinis no mundo ainda são as mesmas dos anos 70 e 80, falta manutenção e especialistas na área. Como os profissionais vão lidar com esses problemas? Como nós lojistas vamos lidar com esses desafios? Nós ainda não sabemos. O que podemos lhe afirmar é que amamos o que fazemos e adoramos o ruido do bolachão quando posicionamos a agulha no começo do disco. O resto é aprendizagem e que venha 2015.

Vamos aos números de 2014?

Os clássicos internacionais

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Mais uma vez não teve erro, o rock considerado clássico ganhou os primeiros lugares da lista de 2014. Nas primeiras posições Pink Floyd, Beatles e Led Zeppelin mostram que além da grande procura dos discos de época das bandas há uma grande importância nas estilosas reedições ou mesmo reinvenções das bandas como mostrou o Pink Floyd com o álbum novinho lançado no final do ano.

O Led Zeppelin marcou 2014 lançando as primeiras reedições de sua discografia, e os discos não deixaram nada a desejar, incluindo material extra e qualidade gráfica de deixar os olhos brilhando. Os álbuns Led Zeppelin I, II, III, IV e “Houses of the Holy” foram reeditados para todo tipo de bolso. Em 2014 o excelente Led Zeppelin IV foi o álbum mais vendido. Em 2015 tem mais reedição, afinal “Physical Graffiti” completa 40 anos!

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Já os Beatles, quase no fim do ano, fez sucesso com as reedições dos primeiros discos em prenssagens mono, algo que muitos fãs ansiavam, afinal nada como ouvir os discos de sua banda favorita exatamente da forma que eles foram pensados, com a tecnologia da época, não é mesmo?

O que dizer do camaleão David Bowie? Muitos fatores colocam o Starman no topo das listas de bem vendidos. Em menos de dois anos ele voltou com força para a cena musical depois de duas décadas bem mornas. Com clipes provocadores e bem dirigidos/produzidos ele mostra que sua carreira de quase 50 anos não foi construída à toa e nós brasileiros tivemos certeza disso vendo a exposição dedicada a ele no MIS – Museu da Imagem e do Som de SP. Com todo esse contexto favorável Bowie foi o quinto artista mais vendido em 2015. “Pin Ups”, “Space Oddity” e “Alladin Sane” são os discos mais comprados, sempre ótimo receber fãs do camaleão por aqui.

Exposição de David Bowie no MIS. Foto por Claudia Porto

Exposição de David Bowie no MIS. Foto por Claudia Porto

O arroz com feijão brasileiro

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Em se tratando de música brasileira o nosso arroz com feijão vai muito bem. O rock crítico e poético da Legião Urbana ainda se mantém firme e faz com que quase todos os discos da banda sejam disputados. “Que país é este” – o mais vendido – “Dois” e inclusive o duplo “Música para Acampamentos” são ainda a base para uma boa discografia do rock brasileiro.

A lista brasileira ainda segue com Chico Buarque, Caetano Veloso, Titãs e Elis Regina. Apesar dos três primeiros se manterem em carreiras sólidas até hoje são seus álbuns mais clássicos os responsáveis pela maior procura em vinil. Há ainda Secos e Molhados com o ótimo debut de 1973 que é o tipo de álbum procurado tanto por brasileiros como por estrangeiros, um verdadeiro álbum coringa.

A música brasileira é um ótimo exemplo do sumiço de discos no mercado, artistas como Tim Maia, Jorge Ben, Mutantes e Cartola estão se tornando difíceis de se encontrar, e quando aparecem o preço não é dos mais baratos. Estes artistas, se estivessem disponíveis com mais frequência, estariam figurando o topo da lista dos mais vendidos.

Os álbuns destaques do ano


Criolo – Convoque seu Buda

criolo_convoqueseubuda.redimensionadoÉ muito bacana ver um artista brasileiro liderando o ranking de álbuns em vinil mais vendidos do ano. O Criolo vem construindo uma carreira muito interessante no cenário brasileiro, misturando rap com o que há de mais criativo na música brasileira, fortalecendo isso com letras inteligentes, dinâmicas e que colocam o dedo na ferida. “Convoque seu Buda” teve lançamento nacional no começo de novembro e não deixou para ninguém, foi o best-seller do ano. A edição é caprichada e o disco merece ser ouvido com atenção, Criolo tem muito o que dizer!

Arcade Fire – Funeral

funeral.redimensionado“Funeral” é o álbum de estreia do Arcade Fire – que inclusive nessa época foi bem falado por David Bowie – em 2014 o álbum completou uma década e foi um dos discos mais vendidos. O álbum mostra muito do sentimento da banda e as primeiras ideias conceituais que viriam a aparecer com maior ênfase mais adiante. Dedicado às perdas que alguns integrantes tiveram na época, o álbum é um dos melhores do começo dos anos 2000 e viria a ser a base do rock praticado nessa década.

Jack White – Lazaretto

Jack_White_-_Lazaretto.redimensionadoFoi desde o The White Stripes que Jack White começou a construir uma das personalidades mais importantes da música. Hoje ele tem a Third Man Records e é uma das figuras influentes quando o assunto é vinil, como já falamos em “Jack White e o Futuro do Vinil” e “Jack White a Record Store Day“. “Lazaretto” é o segundo álbum solo de White e veio revolucionando, trazendo além de um álbum com um blues-rock firme, uma série de extras para deixar qualquer fã de vinil em polvorosa. Desde uma faixa que roda de trás para a frente, um holograma que só aparece quando o disco está tocando e faixas escondidas no selo de segurança, Jack White e “Lazaretto” são um marco na retomada do vinil.

E em 2015, apostas?

Os 5+ do Joaquim

tumblr_mgftgu5vaR1qhd3o0o1_500Vinis sempre estiveram presentes na história da Joaquim Livraria. No início com um acervo pessoal e muitos discos consignados de colecionadores e outros comerciantes a nossa marca foi se formando.

Inegável também é o que nosso acervo foi evoluindo durante estes anos muito em função de nossos clientes que sempre nos instigam a procurar e conhecer novos sons, a procurar aqueles edições antigas, muitas vezes raras, outras vezes esquecidas ou pouco conhecidas.

Hoje temos nas reedições em 180 gramas, na maioria importados, um dos segmentos mais fortes da loja. Desde 2010 importamos regularmente vinis e cada vez mais estes tem espaço garantido entre os amantes do bolachão.
Também cresceu bastante a venda da boa música brasileira. Mutantes, Chico, Caetano, Tom Jobim, Elis Regina, Tim Maia e Jorge Ben sempre foram bem cotados e procurados, bem como o rock nacional, a música regional e instrumental.

Mas é o velho e bom Rock’n’Roll a “seção” mais procurada da loja e aí vale tudo, edições originais, reedições, novos, usados… o importante para a maioria de nossos clientes é conseguir aqueles álbuns que faltam em sua coleção ou em muitos casos começar uma coleção. Sim, novos seguidores do vinil são cada vez mais numerosos e estes é que explicam em parte a escassez cada vez maior de bom material e em boas condições no mercado.

Aqui no Joaquim fizemos um levantamento que nos mostrou um pouco do perfil de nossos clientes e o que vende não é muito do que tem nas paradas de sucessos dos rádios populares.

Descobrimos por exemplo que as 50 bandas/grupos/cantores/cantoras mais vendidos representam quase que 50% de nossas vendas e os outros 50% se dividem em uma infinidade de outros sons.

Por fim, segue a lista das 10 bandas/interpretes e etc mais vendidos aqui na loja:

1 Beatles

1 Beatles

2 Pink Floyd

2 Pink Floyd

3 Led Zeppelin

3 Led Zeppelin

4 Iron Maiden

4 Iron Maiden

5 Chico Buarque de Holanda

5 Chico Buarque de Holanda

6 AC/DC

6 AC/DC

8 David Bowie

8 David Bowie

9 Legião Urbna

9 Legião Urbna

10 The Smiths

10 The Smiths

O levantamento também mostrou que para alguns grupos ou interpretes, se tivesse mais oferta, com certeza venderia mais, afinal não é fácil encontrar Cartola, os primeiros álbuns do Tim Maia, do Jorge Ben, Mutantes, Casa das Máquinas, Ratos de Porão entre os nacionais ou bandas como Metallica, Pearl Jam, Alice in Chains, Nirvana, Ramones ou Velvet Underground. No jazz, Nina Simone e John Coltrane tem sempre mais procura que oferta.

Enfim, estamos felizes com o perfil que a loja vem assumindo nestes anos, há uma boa sintonia entre os que procuram, nossos clientes e a marca e por que não dizer, o gosto que temos em música.

Neste ano vamos trabalhar para que esta sintonia continue e também ampliar trazendo novidades, novas bandas, fazendo o trabalho de garimpo e sempre escutando as sugestões e críticas das pessoas que frequentam o Joaquim ou nos visitam nos diversos eventos que participamos.

Encerrando, agradecemos a participação de todos da promoção…! E informamos que o ganhador foi o Wagner Magnabosco que acertou os três primeiros lugares dos mais vendidos! Ele terá um vale de R$100 para comprar os vinis de sua preferência.

Até a próxima!

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