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Elton John, ganha o título de lenda da Record Store Day

“É como entrar numa livraria e sentir o cheiro dos livros. Meu deus, quão bom é isso?”

Já são dez anos que a Record Store Day entrou para o calendário oficial da música mundial. Desde 2007 o terceiro sábado do mês de abril é aguardado por milhares de colecionadores e fãs do vinil espalhados pelo mundo. Apesar do dia oficialmente focar nos Estados Unidos, Inglaterra e alguns outros países, o clima é de festa em muitas lojas de discos espalhadas pelo mundo. Claro que estamos incluídos no grupo de entusiastas! Você pode saber mais sobre a história da data e sobre seus embaixadores nos links que vamos deixar no final desse texto.

Elton John se divertindo e engordando a coleção de discos.

Em 2017, para comemorar em alto estilo essa primeira década, a Record Store Day nomeou ninguém menos que Sir Elton John como a grande lenda do evento. O músico inglês deu um depoimento inspirado (você pode assistir aqui embaixo, sem legendas) contando desde os seu primeiro 45 rotações, falou da emoção de ter o disco 17-11-70 reeditado em vinil durante o evento e ainda descreveu todas as sensações que envolvem aquele prazer característico dos colecionadores. Ressaltou a importância não apenas da sonoridade do disco de vinil – que segundo ele diz, já gravou em muitos estúdios desde o começo da sua carreira e que sim, o som do vinil é o melhor – mas também de todo ritual de escolher o disco e colocar a agulha para trabalhar. Ir às lojas de discos procurar o disco certo para o momento é outro momento ressaltado, diz ele “Eu amo lojas de disco, posso ir a uma em Las Vegas e gastar três horas lá. Apenas sentir o cheiro, dar uma olhada, a maravilha das memórias.”.

Além da nomeação à lenda do evento, a Record Store Day chamou a cantora St. Vincent para ser a embaixadora do evento esse ano. Muitos lançamentos estão previstos para o dia e vários colecionadores já estão fazendo as suas listas. Por aqui vamos comemorar com um acervo caprichado, descontos e muita música rolando durante o dia inteiro. Acompanhe nosso evento no facebook e não perca esse dia em que os fãs do bolachão se encontram para celebrar esse amor em comum.

Mais sobre a Record Store Day

A história da Record Store Day
Jack White & Record Store Day
Dave Grohl, embaixador de 2015

10 Discos favoritos de Tarantino

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Quentin Tarantino é conhecido pelo seu cinema visceral e apaixonado e boa parte da sua filmografia dialoga com outros filmes que o próprio diretor é fã. Além de um grande cineasta, Tarantino também é um colecionador de discos. Se você já viu alguns filmes do cara vai perceber que as trilhas sonoras são muito importantes na constução do enredo como é o caso dos dois volumes de Kill Bill, do Pulp Fiction e Django Livre, todas ótimas trilhas sonoras. Como ele próprio diz logo abaixo, quando ele está pensando em um filme ele procura músicas que reflitam a personalidade do filme e isso é possível graças ao vasto conhecimento musical e a coleção própria do diretor.

O jornalista Michael Bonner (Uncut) pediu a Quentin Tarantino falar sobre seus 10 discos favoritos e o resultado traduzido você lê logo abaixo, é muito interessante perceber a relação emotiva que o diretor tem com a música e a imagem, dá para sentir que Tarantino é como um de nós.

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Bob Dylan

 

Blood On The Tracks

“Este é o meu disco favorito de todos. Passei o fim da minha adolescência e o começo dos meus 20 anos ouvindo música antiga – rockabilly, coisas do tipo. Então eu descobri o folk quando eu tinha 25, e isso me levou ao Dylan. Ele me impressionou com esse disco. É tipo o grande álbum da segunda fase, sabe? Ele fez a primeira leva de discos nos anos 60, daí começou a fazer os álbuns menos problemáticos – e disso veio “Blood On The Tracks”. É obra prima dele.”

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Bob Dylan

 

“Tangled Up In Blue”

“Ok, talvez eu esteja trapacendo. Eu sei que essa é do Blood on Tracks, mas essa é a minha música favorita de todas. É uma daquelas canções em que as letras são ambíguas, que na verdade você escreve a música por si próprio. É muito divertido – é como se Dylan estivesse brincando com o ouvinte, brincando com a forma que ele ou ela interpretam as letras. É bem difícil pegar músicas individuais do Blood on Tracks, porque ele funciona muito bem como um álbum inteiro. Eu costumava pensar que “If You See Her, Say Hello” era uma faixa mais poderosa que “Tangled Up in Blue” mas, ao longo dos anos meio que percebi que “Tangled…” levava vantagem, pela diversão que você pode ter com ela.

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Freda Payne

 

“Band Of Gold”

“Eu sou um grande fã de música. Amo o rock’n’roll dos anos 50, Chess, Sun, Motown. Todas as bandas de Merseybeat, grupos de garotas dos anos 60, folk. Isso era tão legal: uma combinação da forma que era produzido, o som bacana do pop/R&B, e a voz da Freda. Era um tanto cafona – sabe, tinha mesmo uma batida rápida e, nas primeiras vezes que ouvi, eu ficava tipo, totalmente ligado na animação da música. Foi apenas na terceira ou quarta ouvida que percebi que as letras eram de partir o coração.

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Elvis Presley

 

The Sun Sessions

“Esse tem sido um álbum extremamente importante para mim. Sempre fui um grande fã de rockabilly e grande fã do Elvis, e para mim esse álbum é a expressão pura do que o Elvis era. Claro, há grandes músicas individuais – mas nenhuma coletânea alcançou esse álbum. Quando eu era jovem, costumava pensar que Elvis era a voz da verdade. Não sei o que isso significa, mas a voz dele…caramba, soava pura pra caralho. Se você cresceu amando Elvis, é isso. Esqueça o período Vegas: Se você realmente gosta de Elvis, você se envergonha daquele cara em Vegas. Você sente que ele te decepcionou. O “Hillbily Cat” [fazendo referência à fase 53-55] nunca te decepciona.”

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Phil Ochs

 

“I Ain’t Marching Anymore”

“Ok, daqui em diante não haverá nenhuma ordem. É o mesmo com os filmes: Tenho meus três favoritos – Taxi Driver, Blow Up e Onde Começa o Inferno – e depois disso depende do meu humor. Esse é um dos meus álbuns favoritos de protesto/folk. Enquanto Dylan era um poeta, Ochs era um jornalista musical: Era um cronista do seu tempo, cheio de humor e compaixão. Ele escrevia músicas que poderiam parecer bem simples, e então, no último verso, ele dizia algo que, tipo, deixava você arrasado. Uma música que eu gosto muito nesse disco é “Here’s to the State of Mississipi” – Basicamente, isso é tudo o que o filme “Mississipi em Chamas” deveria ter sido.

Phil Ochs

 

“The Highwayman”

“Estou trapaceando de novo. Esse é um poema de Alfred Noakes que Ochs musicou. O vocal me fez explodir em lágrimas mais vezes do que prefiro lembrar.”

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Elmer Bernstein

 

“The Great Escape”

“Eu tinha uma grande coleção de trilhas sonoras de filmes. Não me entusiasmo mais com elas, até porque agora a maioria das trilhas são uma coletânea de músicas de rock, metade delas nem aparece no filme. Essa é um verdadeiro clássico. Ela tem um tema principal que traz o filme direto para a sua cabeça. Todas as faixas são boas – e é tão eficaz. Levei tempos para conseguir uma cópia, e, cara, eu quase chorei quando finalmente consegui.”

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Bernard Herrmann

 

“Sisters”

“Este é de um filme do Brian de Palma. É um filme assustador, e a trilha sonora…ok, se você quer se assustar, desligue as luzes, sente no meio da sala e ouça esse disco. Você não vai durar um minuto. Quando eu estou começando a pensar sobre um filme, eu vou começar procurando por músicas que reflitam a personalidade do filme, vou começar procurando músicas que possam refletir essa personalidade. O disco que mais penso sobre é aquele que toca durante os créditos de abertura, porque é ele que vai dar o tom do filme. Como em “Cães de Aluguel”, quando você vê os caras saindo da lanchonete, e a linha do baixo de “Little Green Bag” entra – você já sabe que vai ter encrencas.”

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Jerry Goldsmith

 

“Under Fire”

“The Main Theme’ é uma das maiores peças de músicas escritas para um filme. É tão assombrosa, tão bonita – cheio de flautas de pã e coisas do tipo. É destruidor, sabe – como um tema do Morricone. Por incrível que pareça, “The Main Theme” funciona muito bem, mas nunca tocaram ela nos créditos de abertura. Colocaram ela no meio e durante os créditos finais, o que é bem estranho.”

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Jack Nitzsche

 

“Revenge”

“De todas as trilhas sonoras, esta é a melhor. É de um filme do Tony Scott – ele dirigiu Amor à Queima-Roupa – e é uma composição muito exuberante, elegante. Você não precisa conhecer o filme para apreciar a trilha sonora: Ela funciona do seu próprio jeito.”

Via Uncut

Dave Grohl, o embaixador da Record Store Day 2015

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A Record Store Day, desde 2007, já se tornou uma tradição para os fãs e colecionadores de vinil. Apesar do evento oficial priorizar a América do Norte e a Inglaterra, várias lojas de discos pelo mundo afora organizam suas agendas para celebrar o bolachão e principalment seus clientes. Já escrevemos aqui a história do evento e sua importância no fortalecimento da cultura do vinil. A data se destaca por eventos que acontecem simultaneamente dentro de lojas e lançamentos oficias da data, normalmente reedições, b-sides, singles e outras edições especiais.

Todo ano é escolhido um embaixador para a data, alguém que seja um apaixonado pelo vinil e também que promova ações de apoio às lojas de discos. Já foram embaixadores grandes nomes como James Hetfield, Josh Homme, Ozzy Osbourne, Iggy Pop e ano passado, Jack White. Esse ano Dave Grohl (Foo Fighters) será o embaixador da Record Store Day e abaixo você pode ler a tradução da carta – uma tradição no evento – em que ele relata como se apaixonou pelo vinil e como essa paixão é e deve ser passada de geração em geração. Vida longa ao vinil!

“Eu descobri a minha vocação nos fundos de uma escura e empoeirada loja de discos.

Um “K-Tel’s Blockbuster 20 Original Hits by the Original Stars”, de 1975, com Alice Cooper, War, Kool and the Gang, Average White Band e outros, comprado em uma pequena loja de discos na minha suburbana vizinhança em Virginia, foi o disco que mudou minha vida e me fez querer ser um músico. O segundo que ouvi “Frankenstein”, de Edgar Winter, eu estava viciado. Minha vida havia sido mudada para sempre. Este era o primeiro dia do resto da minha vida.

Crescendo em Springfield, Virginia entre os anos 70 e 80, as lojas independentes de discos locais eram mágicas, lugares misteriosos em que gastava todo o meu tempo livre (e dinheiro), procurando o que poderia se tornar a trilha sonora da minha vida. Todo fim de semana eu mal podia esperar para pegar o meu suado dinheiro, cortando grama, e ter uma tarde cheia de descobertas. E a caçada era sempre tão boa quanto a captura! Eu passava horas folheando cada pilha, examinando o trabalho gráfico de cada capa, os títulos e créditos, procurando por músicas que pudessem me inspirar, ou me compreeender, ou simplesmente me ajudar a fugir. Esses lugares se tornaram meus templos, minhas bibliotecas, minhas escolas. Eles eram como um lar. E eu não sei onde eu estaria hoje sem eles.

Mais recentemente, eu tive sorte de redescobrir essa sensação de empolgação, o sentimento mágico de encontrar algo do nosso próprio jeito, vendo minhas crianças fazendo isso. Deixe-me te dizer: Nada me deixa mais orgulhoso do que ver minhas filhas colocarem para rodar o primeiro disco de Roky Erickson, que uma delas escolheu em uma loja de discos. Ou observar o grande respeito que elas têm ao segurar seus vinis dos Beatles. Como cuidadosamente elas colocam os discos em suas capas, tendo certeza que serão colocados de volta na sequência correta. Vendo-as perceber o quão fundamental e interligada cada parte dessa experiência é, eu revivo a mágica das minhas primeiras experiências com singles e álbuns em vinil, seu trabalho gráfico, encarte e etc.

Eu acredito que o poder que uma loja de discos tem de inspirar ainda vive e bem, que a sua importância para a nossa próxima geração de músicos é fundamental. Tire uma tarde (e um pouco da grana suada cortando grama) e por favor, os apoie.

Nunca se sabe, mas isso pode mudar a sua vida para sempre, também.

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Domingueira Tattoo You! no Estúdio e Galeria Teix

tattoo-you-600x600A capa de “Tattoo You”, álbum de 1981 dos Rolling Stones, é uma das mais celebradas artes da banda e rendeu um Grammy ao artista Peter Corringston que usando uma fotografia de Mick Jagger, clicado por Hubert Kretzschmar, desenhou belas tatuagens tribais no rosto do vocalista e do guitarrista Keith Richards. Segundo entrevistas do designer a intenção era colocar Keith e Jagger na posição de respeitados xamãs de alguma tribo. A tatuagem é uma arte milenar, foi encontrada desde múmias na Sibéria, em mulheres do antigo Egito e nos diários de Darwin há anotações de que todos os povos ao redor do mundo usavam algum tipo de tatuagem. A história da arte do desenho em dermopigmentação acompaha a história do mundo e dos povos.

A Galeria e Estúdio Teix de Curitiba adotam o nome do álbum dos Stones para realizar mais uma edição da Domingueira, evento que a Joaquim Livraria participa esse ano mostrando que tatuagem e música tem tudo a ver! A ideia da Domingueira é reunir, além dos tatuadores residentes, outros nomes nacionais que tenham trabalho autoral. Cada tatuador traz flashes exclusivos e o público é atendido por ordem de chegada. Fizemos uma galeria – que você vê logo abaixo – com três trabalhos de cada um dos tatuadores presentes no dia e é muito bacana observar o estilo e traços de cada um deles mostrando que a tatuagem vai além de uma modificação corporal, é uma arte.

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Além de levar uma seleção de discos especiais para o pessoal que passa pelo evento – tatuando, sendo tatuado ou apenas de passagem – apresentaremos os DJs Lady Daphne e Selector Sik (Volcano) que vão dar o tom do domingo. As comidas e o chopp ficam por conta do food truck Currytiba Wurst. Vai ser um belo domingo para os fãs de arte e vinil!

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Acompanhe o trabalho dos tatuadores no Instagram:

Marco Teixeira – http://instagram.com/marco_teix
Ricardo da Maia – http://instagram.com/ricardodamaiatattoo
Taiom – http://instagram.com/taiomvct
Bru Simões – http://instagram.com/brusimoes
Xamã – http://instagram.com/xamatattoo
Leó Neguin – http://instagram.com/leoneguin

Acompanhe o blog do Estúdio e Galeria Teix.

Serviço:

Domingueira “Tattoo You
Local: Estúdio e Galeria Teix
Horário: 10h as 20h
Av. Vicente Machado, 666 – Batel, Curitiba – Paraná

Os Discos mais Vendidos de 2014

montagem-discos-maisvendidos2014 foi mais um ano interessante para o mercado do vinil. Os Estados Unidos e Inglaterra – os maiores mercados do segmento no mundo – registraram aumentos de vendas entre 40% e 50% em relação ao ano anterior. Eventos como a Record Store Day ganharam força e se tornaram fundamentais para o lançamento de edições especiais e limitadas. Artistas como Jack White e sua Third Man Records demonstraram que o mercado do vinil é criativo, e principalmente, corajoso. No Brasil vários artistas estão aderindo à mídia, e o Criolo, por exemplo, com “Convoque seu Buda” nos deixou extasiados com a procura dos fãs pelo disco.

Não dá para reclamar, claro. Mas como nada é feito apenas de bônus o crescimento do vinil também desencadeou alguns desafios novos. A escassez de vários álbuns clássicos, desde os primeiros Led Zeppelin, Pink Floyd, Beatles, discos do chamado post-punk como Joy Division, Siouxsie and the Banshees e Smiths, sem contar as bandas do começo dos anos 90, se tornou um problema para as lojas de discos usados, tornando o produto mais caro. Bons discos de música estão cada vez mais escassos. Fazendo as estatísticas do ano, percebemos que muitos artistas teriam tido mais saída se estivessem disponíveis com mais facilidade.

Outra parte do problema são os tocadores de vinil, desde as antigas radiolas até as novas, por vezes muito caras, que faltam no mercado ou não estão dentro dos nossos orçamentos. E por fim, segundo o jornalista John Harris, em uma excelente matéria no jornal inglês Guardian, um dos desafios das prensagens novas é um problema de velharia, ou seja, as poucas máquinas que prensam vinis no mundo ainda são as mesmas dos anos 70 e 80, falta manutenção e especialistas na área. Como os profissionais vão lidar com esses problemas? Como nós lojistas vamos lidar com esses desafios? Nós ainda não sabemos. O que podemos lhe afirmar é que amamos o que fazemos e adoramos o ruido do bolachão quando posicionamos a agulha no começo do disco. O resto é aprendizagem e que venha 2015.

Vamos aos números de 2014?

Os clássicos internacionais

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Mais uma vez não teve erro, o rock considerado clássico ganhou os primeiros lugares da lista de 2014. Nas primeiras posições Pink Floyd, Beatles e Led Zeppelin mostram que além da grande procura dos discos de época das bandas há uma grande importância nas estilosas reedições ou mesmo reinvenções das bandas como mostrou o Pink Floyd com o álbum novinho lançado no final do ano.

O Led Zeppelin marcou 2014 lançando as primeiras reedições de sua discografia, e os discos não deixaram nada a desejar, incluindo material extra e qualidade gráfica de deixar os olhos brilhando. Os álbuns Led Zeppelin I, II, III, IV e “Houses of the Holy” foram reeditados para todo tipo de bolso. Em 2014 o excelente Led Zeppelin IV foi o álbum mais vendido. Em 2015 tem mais reedição, afinal “Physical Graffiti” completa 40 anos!

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Já os Beatles, quase no fim do ano, fez sucesso com as reedições dos primeiros discos em prenssagens mono, algo que muitos fãs ansiavam, afinal nada como ouvir os discos de sua banda favorita exatamente da forma que eles foram pensados, com a tecnologia da época, não é mesmo?

O que dizer do camaleão David Bowie? Muitos fatores colocam o Starman no topo das listas de bem vendidos. Em menos de dois anos ele voltou com força para a cena musical depois de duas décadas bem mornas. Com clipes provocadores e bem dirigidos/produzidos ele mostra que sua carreira de quase 50 anos não foi construída à toa e nós brasileiros tivemos certeza disso vendo a exposição dedicada a ele no MIS – Museu da Imagem e do Som de SP. Com todo esse contexto favorável Bowie foi o quinto artista mais vendido em 2015. “Pin Ups”, “Space Oddity” e “Alladin Sane” são os discos mais comprados, sempre ótimo receber fãs do camaleão por aqui.

Exposição de David Bowie no MIS. Foto por Claudia Porto

Exposição de David Bowie no MIS. Foto por Claudia Porto

O arroz com feijão brasileiro

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Em se tratando de música brasileira o nosso arroz com feijão vai muito bem. O rock crítico e poético da Legião Urbana ainda se mantém firme e faz com que quase todos os discos da banda sejam disputados. “Que país é este” – o mais vendido – “Dois” e inclusive o duplo “Música para Acampamentos” são ainda a base para uma boa discografia do rock brasileiro.

A lista brasileira ainda segue com Chico Buarque, Caetano Veloso, Titãs e Elis Regina. Apesar dos três primeiros se manterem em carreiras sólidas até hoje são seus álbuns mais clássicos os responsáveis pela maior procura em vinil. Há ainda Secos e Molhados com o ótimo debut de 1973 que é o tipo de álbum procurado tanto por brasileiros como por estrangeiros, um verdadeiro álbum coringa.

A música brasileira é um ótimo exemplo do sumiço de discos no mercado, artistas como Tim Maia, Jorge Ben, Mutantes e Cartola estão se tornando difíceis de se encontrar, e quando aparecem o preço não é dos mais baratos. Estes artistas, se estivessem disponíveis com mais frequência, estariam figurando o topo da lista dos mais vendidos.

Os álbuns destaques do ano


Criolo – Convoque seu Buda

criolo_convoqueseubuda.redimensionadoÉ muito bacana ver um artista brasileiro liderando o ranking de álbuns em vinil mais vendidos do ano. O Criolo vem construindo uma carreira muito interessante no cenário brasileiro, misturando rap com o que há de mais criativo na música brasileira, fortalecendo isso com letras inteligentes, dinâmicas e que colocam o dedo na ferida. “Convoque seu Buda” teve lançamento nacional no começo de novembro e não deixou para ninguém, foi o best-seller do ano. A edição é caprichada e o disco merece ser ouvido com atenção, Criolo tem muito o que dizer!

Arcade Fire – Funeral

funeral.redimensionado“Funeral” é o álbum de estreia do Arcade Fire – que inclusive nessa época foi bem falado por David Bowie – em 2014 o álbum completou uma década e foi um dos discos mais vendidos. O álbum mostra muito do sentimento da banda e as primeiras ideias conceituais que viriam a aparecer com maior ênfase mais adiante. Dedicado às perdas que alguns integrantes tiveram na época, o álbum é um dos melhores do começo dos anos 2000 e viria a ser a base do rock praticado nessa década.

Jack White – Lazaretto

Jack_White_-_Lazaretto.redimensionadoFoi desde o The White Stripes que Jack White começou a construir uma das personalidades mais importantes da música. Hoje ele tem a Third Man Records e é uma das figuras influentes quando o assunto é vinil, como já falamos em “Jack White e o Futuro do Vinil” e “Jack White a Record Store Day“. “Lazaretto” é o segundo álbum solo de White e veio revolucionando, trazendo além de um álbum com um blues-rock firme, uma série de extras para deixar qualquer fã de vinil em polvorosa. Desde uma faixa que roda de trás para a frente, um holograma que só aparece quando o disco está tocando e faixas escondidas no selo de segurança, Jack White e “Lazaretto” são um marco na retomada do vinil.

E em 2015, apostas?

15 discos fundamentais para os Mutantes

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Influenciados basicamente pela verve que vinha do rock americano e inglês, Os Mutantes surgiram na segunda metade dos anos 60 e se tornaram uma das bandas mais importantes da cena brasileira, com o amplo contingente de fãs fora do país. Os álbuns nacionais despertaram a atenção dos estrangeiros e com álbuns exclusivamente lançados lá fora, o grupo se tornou um dos símbolos da música brasileira, misturando o rock psicodélico sessentista, o movimento tropicalista e sonoridades brasileiras, e letras que poderiam aparentemente soar nonsense mas que observadas com atenção tinham a mesma rebeldia implícita dos Rolling Stones, por exemplo.

A revista americana Wax Poetics, dedicada à música soul, jazz, funk, hip-hop, música latina e afins – o belo nome fazendo referência aos discos de vinil – chamou o guitarrista Sérgio Dias para listar 15 álbuns fundamentais para a sonoridade d’Os Mutantes. Na lista traduzida abaixo  você vai fazer um passeio por toda a década de 60 – alguma coisa no fim dos anos 50 – e entrar no universo daqueles adolescentes que dariam forma ao rock brasileiro em um cenário tão adverso como o da Ditadura.


1 The Ventures – Twist with the Ventures (1961)

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Eu comecei minhas aventuras na guitarra aprendendo essas passagens. Nocky Edwards foi o melhor professor, com o seu significativo trabalho na guitarra que é ainda, tecnicamente, muito difícil.

2 Russ Garcia – Fantastica (1959)

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Ele fez orquestrações para os primeros filmes sci-fi. Ele foi um dos primeiros caras, até onde sei, que usava instrumentos eletrônicos como osciladores e outros. Eu fiz minhas primeiras caminhadas “fora do espaço”, perambulando pelas gálaxias de música das esferas, ouvindo esse gênio e sua visão de “música da era espacial”.

3 The Beatles – Revolver (1966)

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Esse me toca no coração, e é matador! Todos dos Beatles – tudo.
Toda vez que um álbum dos Beatles era lançado, era como uma mudança na perspectiva de vida, então eu teria que falar de cada um deles. Em Rubber Soul era a introdução dos vocais como uma parte muito importante de como eles compunham e tocavam. Rubber Soul é fundamental. Revolver também. Se você ouvir “Tomorrow Never Knows”, você ainda não vai acreditar que alguém podia fazer algo como aquilo.

4 Celly Campello – Broto Certinho (década de 60)

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Ela era a voz da juventude brasileira. Ela era rebelde; era a nossa Natalie Wood. Ela foi uma cantora do ínicio do ínicio do rock por aqui. Ela basicamente fazia os primeiros estágios do twist como o Neil Sedaka.

5 Nino Tempo e April Stevens – Nino and April sing the Great Songs (1964)

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Ótimos vocais! Nós amávamos a interação, e a banda de apoio era ótima! A forma como cantavam e a música eram excelentes.

6 The Everly Brothers – The Everly Brothers (1958)

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Arnaldo e eu costumávamos vê-los como espelhos, sendo irmãos e tal. Eles (nos ajudaram) solidificar nosso modo de cantar.


7 Peter, Paul e Mary – In the Wind (1963)

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A Rita entrou para nosso “Everly Brothers”, e começamos a criar harmonias mais complexas. (Arnaldo e eu) estávamos apaixonados pela Mary, claro.

8 Swingle Singers – Bach’s Greatest Hits (1963)

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Este realmente nos toca porque temos influência clássica desde o berço. Quando Johann Sebastian Bach entrou nos Mutantes – foi um prazer! Os caras costumavam cantar Bach, apenas com vocais, e isso nos influenciou muito, porque éramos muito ligados em música clássica. Minha mãe foi uma das primeiras mulheres a escrever um concerto para piano e orquestra, e uma das melhores compositoras e intérpretes que eu já vi tocando piano. Mais do que ninguém, ela foi quem mais nos influenciou. Nós a víamos voltar para o centro do palco para ser ovacionada umas 15 ou 16 vezes no teatro. Ela era ultrajante.

9 Nat King Cole – A Mis Amigos (1959)

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Suave e sexy! Que grande pianista ele era. Ele cantou em português nesta: “Quero chorar, não tenho lágrimas…”

10 Sly and the Family Stone – Stand! (1969)

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Eles realmente nos mandaram para a/pra quinta dimensão! Enlouquecemos com os beats e o baixo distorcido.

11 Demônios da Garoa – Trem das Onze (1965)

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Eles foram uma banda ultrajante de São Paulo. Eles cantavam muito bem, um tipo de estilo do interior. Eles eram o epítome do samba paulista. Tinham um humor precioso que eles carregavam em suas músicas, uma banda incrível com ótimas harmonias, e o modo caipira de cantar acompanhado com o sotaque da Mooca nos tornava orgulhosos de sermos os paulistas que somos!

12 The Rolling Stones – Their Satanic Majesties Request (1967)

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Eu costumava voar com o meu carro ouvindo esse muitas e muitas vezes. Este tornou os Stones transcendentes para mim com o vocal incrível e o trabalho de percussão.

13 Jimmy Smith – Bashin’ (1962)

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Ele foi a maior influência no modo de Arnaldo tocar o Hammond; ele continua sendo o melhor! Ninguém toca como ele. Ele é o Gato!


14 Les Paul e Mary Ford – Bye Bye Blues (1952)

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Meu querido professor, como eu suei para tocar o solo de “Bye, Bye Blues”.


15 Duane Eddy – Dance with the Guitar Man (1963)

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Claudio trouxe ele e aquilo nos deu consciência de que às vezes a sonoridade é tão importante quanto as notas!

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Os Discos Mais Vendidos de 2013

vinilnacabeça Há quase um ano atrás publicamos este texto no blog falando sobre os artistas mais vendidos da loja desde 2006, quando iniciamos nossos trabalhos. É incrível como em 365 dias o cenário do mercado de vinil passou por novas e excelentes transformações. Claro, todas as novidades no cenário da música colaboraram para que o vinil saísse do papel de uma tímida mídia saudosista, para um protagonismo atuante com o CD e inclusive os downloads legais e – por que não – ilegais via web.

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Fatos como o retorno triunfante de David Bowie, por exemplo, e o seu instigante “The Next Day” mostrou que o camaleão tem vigor suficiente para alimentar sua imagem seja nas mídias analógicas e tecnológicas. Ou, o que dizer do álbum “Random Access Memories”, atual trabalho da dupla Daft Punk, que simplesmente trouxe vigor ao gênero Disco e colocou as vendas de LPs lá nas alturas?

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Sem muitas delongas sobre o ótimo momento que nós fãs de vinis estamos passando, vamos falar de dados concretos conforme nossas vendas de 2013, enumerando os artistas e álbuns mais vendidos. Claro, sem deixar de confirmar o favoritismo dos clássicos, afinal, não amaríamos tanto os long plays se não fossem os criativos anos 60, 70, 80…

Para os que torcem o nariz para as bandas novas, fica a dica de que tem muita galera jovem fazendo um som bacana e estes estão lançando seus trabalhos, em muitos casos exclusivamente em vinil. A multiplicação de selos independentes não deixa a gente mentir. Nossos destaques do ano vão para quatro excelentes descobertas do mundo musical:

Os Novos!

Tame Impala
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Os australianos só lançaram o seu primeiro “Innerspeaker” em 2010 mas já estavam tentando desde 2009. Não tem jeito, os dois álbuns da banda que , traz toda a psicodelia sessentista, sem deixar de ser indie e levemente dançante, não conseguem ficar muito tempo na caixa dos “Novos e Lacrados”. Para quem não lembra, no começo de 2013 a gente já apostava nos caras.

 

Alabama Shakes
alabamashakesA voz de Brittany Howard aquece o coraçãozinho de qualquer fã de black music. O Alabama Shakes também tem ótima influências do passado sem esquecer um dos pés no presente. O show dos caras foi ótimo no Lollapalooza de 2013 e os colocou o “Boys & Girls” num posto de destaque nas vendas.

 

Of Monsters and Men
ofmonstersandmen-myheadAh! A Islândia! Em meio a músicas que falam de dragões, montanhas e muita animação folk, os jovens islandeses foram conquistando os brasileiros com vários singles com refrões de grudar na orelha e dar aquela animação. O álbum de estreia “My Head is an Animal” impressionou e foi muito procurado durante o ano passado.

 

Charles Bradley
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Por aqui brincamos que o Charles Bradley é o filho não reconhecido do James Brown, dá para entender a dimensão do talento do cara, né? O Bradley não é jovem e nem começou ontem a cantar, mas graças ao selo Daptone ele tem trazido vigor ao Soul. Tente ouvir “No Time for Dreaming” inteiro sem fazer os pêlos do braço eriçarem!

 

Álbuns Destaques do ano

13, do Black Sabbath
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Vários artistas tiveram retorno triunfante em 2013. Conhecido como um número supersticioso o “13” pegando fogo foi o título do álbum-não-apenas-reunião do Black Sabbath. Rolou até turnê e muita gente juntou todas as moedas para ver os caras aqui no Brasil. Saudosismo ou não, o álbum teve destaque merecido na nossa lista.

 

Like Clockwork, do Queens of the Stone Age
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Josh Homme e cia acertam sempre. O Queens of the Stone Age tem um histórico de álbuns que podem agradar todo tipo de fã de stoner rock, além de atrair as atenções à arte, que dessa vez ficou a cargo do ótimo britânico que assina como Boneface. Um disco duplo para deixar os fãs animados!

 

Random Access Memories, do Daft Punk
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A dupla conhecida por seus capacetes espelhados raramente deixa os fãs na mão. Em 2013 o Daft Punk foi um dos grandes responsáveis por elevar a venda de discos em vinis. Não por menos, o álbum “Random Access Memories” traz todo o vigor conhecido da dupla mas ao invés de apenas samplear sons e fazer suas conhecidas criações eletrônicas, trouxeram uma roupagem da era Disco trazendo inclusive Giorgio Moroder, praticamente um papa dos sintetizadores do Disco dos anos 70.

Clássicos são sempre clássicos

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A empolgação com as formas que as bandas e artistas novos vem aderindo ao vinil, com certeza foi destaque em 2013. Mas claro, observando a lista dos dez artistas mais vendidos você não vai notar nada de diferente daquela que mostramos no ano passado. Beatles, Pink Floyd e Led Zeppelin são os responsáveis por boa parte da procura nos vinis usados e inclusive, os novos. Do lado de cá, Tim Maia, Legião Urbana, Jorge Ben e claro, Chico Buarque sempre tem lugar na lista. E arriscamos prever uma tendência para 2014, muitos lançamentos de música brasileira em vinil. Aguardemos!

Você já fez a sua lista dos melhores álbuns de 2013? Ou quais vinis realmente enriqueceram a sua coleção? Não deixe de compartilhar com a gente, aqui na caixa de comentários ou lá no Facebook!

Record Store Day

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Em 2007, alguns caras super fãs de vinis, resolveram fazer um dia totalmente dedicado aos bolachões. O Record Store Day – algo como o “Dia da loja de Discos” – acontece todo ano, no terceiro sábado do mês de abril e sempre conta com algum padrinho famoso, ou como eles mesmo chamam de “Embaixadores não-oficiais”. Resumindo, um louco por LPs assim como nós, só que famoso e grande artista. James Hetfield e Iggy Pop (foto) já foram embaixadores e esse ano, um dos maiores fãs declarado do vinil, Jack White será o padrinho do evento. Ele está prometendo alguns lançamentos mundiais em vinil, para o esperado sábado mas nós vamos ter que esperar um pouco por aqui.

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Iggy Pop, o embaixador do Record Store Day do ano passado

Já falamos muitas vezes sobre como vinil vem ganhando notoriedade no mercado da música. Poucas bandas hoje em dia lançam seus álbuns sem uma versão caprichada e exclusiva para o vinil. Dá para ilustrar com o lançamento esse ano do esperado álbum-retorno “The Next Day” do camaleão Bowie, em que a internet pipocou de comentários “E aí, quando chega nas lojas o vinil do David Bowie?” (no Joaquim chega esta semana). E nem só de novidades o mercado atual vive, vários relançamento de clássicos dos anos 50 para cá e por aí vai, fazem a festa de quem não viveu naquela época, mas adora sentir a atmosfera do momento.

Nesse vídeo abaixo você pode ver um teaser com vários depoimentos com donos de loja de discos antigas da Inglaterra. Cada um com suas manias de organização, outros preferem escolher seu próprio catálogo, há os que apostem também nas novas bandas (nós entramos também nessa lista) e aí que mora uma das magias do colecionador-vendedor de discos: ter suas próprias obsessões. Nas lojas independentes a venda de discos vai além de uma troca comercial, há muito do amor do dono do acervo em relação à cada bolachão dentro da sua embalagem e o cliente sente isso assim que entra e ouve a vitrola tocando. Tem que realmente gostar do vinil para vendê-lo bem!

Claro que a Joaquim vai fazer parte desse sábado que abraça o vinil e as lojas independentes! Nesse dia 20 de abril, chegue na livraria e diga que leu esse post, que é um fã de vinil e ganhe 10% de desconto em todo o acervo da loja além de conferir uma seleção especial com descontos que vão de 20% a 30%!

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Abaixo uma lista de seis belezuras que estarão por aqui:

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The Velvet Underground and Nico – Vinil Amarelo – Novo

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Probot – Novo

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Luiz Bonfa- Bossa Nova – álbum importado, nunca saiu no Brasil

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Tim Maia – 1973 – Usado

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Chuck Berry – Bio – Usado

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Frank Zappa – Finer Moments – Novo

APAREÇA!

A Joaquim fica aberta nesse sábado, dia 20 de abril, das 10h as 15h

10 dicas para cuidar do seu Vinil

viniltreasureSe você coleciona discos de vinis, ou é simplesmente um simpatizante dos adoráveis Long Plays, já sabe que os nossos queridos amigos sonoros merecem uma atenção toda especial para que continuem nos dando alegrias por muito tempo. Andando por feiras de discos você não se pergunta como alguns vinis estão firmes e forte há mais de 30, 40 anos sem afetações na sonoridade? Pois não é nada impossível, sintetizamos os principais cuidados que você deve ter com seu disco de vinil:

vinil-iconeO primeiro cuidado que você tem que ter é ao manipular o seu disco. Evite ao máximo tocar no vinil, segure ele nas bordas ou pela etiqueta. Os dedos carregam muita sujeira, as impressões digitais carregam gordura – que são insolúveis na água – além de poeira.

vinil-iconeNão assopre o vinil achando que assim você elimina partículas de poeira. Na verdade, você vai acabar passando mais partículas abrasivas através do seu hálito.

vinil-iconeOs vinis devem sempre estar guardados ou expostos em lugares arejados e limpos com frequência. Ou seja, pouca umidade e temperaturas nas casas dos 15º a 30º celsius. Extremos de temperaturas podem causar empenamento do disco, ou seja, rachaduras ou fendas fatais para eles. Lembre-se também que umidade causa mofo e ele se alastra rapidamente, materiais vinilicos podem ser belos lares para fungos.

vinil-iconeOs discos devem se manter guardados nas suas respectivas capas protetoras. Use o plástico externo para proteger a capa e o plástico ou capa de papel interna para proteger o disco.

vinil-iconeOpte em guardar sua coleção de discos em lugares que eles fiquem na posição vertical. O material de vinil corre o risco de entortar se receber peso sobre si ou ficar exposto ao calor.

vinil-iconeSempre que ouvir o vinil limpe ele antes de guardar. O disco de vinil possui eletricidade estática e acaba atraindo vários tipos de partículas que prejudicam a sonoridade do som ou ainda faz ele dar aos famosos “pulos” durante a execução das faixas.

vinil-iconeLimpe também o prato do aparelho que toca os vinis. Você pode usar um pincel macio, uma pequena escova ou um aspirador de pó portátil, do tipo usado para limpar estofamentos de carros.

vinil-iconeA escolha e a manutenção da agulha do aparelho de toca-discos também é importante. Por exemplo, em caso de discos estéreos as laterais da agulha apóiam-se nas laterais das ranhuras. Quando a agulha fica gasta, ela adquire faces pontiagudas que destroem facilmente estes sulcos do disco e precisam ser substituídas.

vinil-iconeTenha cuidado ao colocar a agulha no disco, nunca solte-a em cima do mesmo. Arranhões de agulha quase sempre são irrecuperáveis.

vinil-iconeLave o disco com água corrente e detergente neutro. Não tem problema se você molhar o selo porque ele servir como apoio para lavar o disco fazendo movimentos movimentos circulares com esponja de lavar pratos, lembre-se de usar a parte macia. Assim que lavado, deixe o vinil secar sozinho no escorredor de pratos e nunca o seque com pano e nem o deixe no sol.

Se você seguir essas dicas seus queridos LPs vão durar muito tempo ainda! Usa outras formas para manter o seu disco intacto, bonito e audível? Compartilhe com a gente nos comentários. No mais, coloca um vinil aí na vitrola!

“Música que entra entra por um ouvido e não sai pelo outro”

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O título que apresenta esse post é o slogan de 2013 do Festival de Música de Curitiba que começou no dia 09 de janeiro e termina na próxima terça, dia 29. Todos os estilos musicais, do clássico ao popular, embalaram esses vinte dias e isso é tão bacana que resolvemos falar um pouco do nosso acervo dentro desse assunto, para você ficar o ano todo respirando música pelas páginas dos livros.

A música como a literatura tem dois lados de uma mesma moeda. Assim como se admira os produtos de seus autores e as técnicas que dão forma, sempre há uma certa curiosidade sobre a vida dos homens e mulheres que criaram sonoridades que embalam tantas vidas. Do rock à música clássica não faltam boatos para os possíveis pactos dos Rolling Stones, as brigas dos Beatles, indo ao caso de Stravinsky e Chanel e a vida boêmia de Schubert, por exemplo.

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Então vamos dar duas dicas bem interessantes para quem curte uma biografia. Uma é Sabbath Bloody Sabbath (Madras, 2012), de Joel Mclver que tenta nessa obra revelar todos os detalhes da história da banda de Birmighan, desde a mudança de membros, o superficialidade que Ozzy tratava todos que se relacionassem com a banda até as reuniões no decorrer dos anos e a morte de Dio em 2010. Ou ainda, o que melhor que o próprio músico escrevendo suas memórias? Esse é o caso de Bob Dylan: Crônicas Volume 1 (Planeta, 2005) em que ele relata não somente momentos cruciais da sua vida e obra mas também as festas, amores passageiros e amizades inabaláveis.

Outro lado dos livros sobre música, que também exploram bastidores, são os que são resultados de vastas pesquisas – em muitos casos participação pessoal nos eventos – em torno de um movimento ou época. É o caso por exemplo do ótimo Ponto Final (Companhia das Letras, 2010) do jornalista Mikail Gilmore. Vindo de uma criativa escola do jornalismo cultural americano, Gilmore constroi o perfil da geração dos anos 60 em ensaios publicados em 15 anos de trabalho. Personagens como Beatles, Bob Dylan, Phil Ochs, Johnny Cash, Jim Morrison, Grateful Dead, Leonard Cohen entre muitos outros são dissecados pelo escritor que consegue manter os dois pesos entre ídolos da música e loucos em busca de fuga através das drogas e álcool em verdadeiras crônicas da vida real. Provavelmente você irá se sentir andando pelas ruas de San Francisco, ouvido poemas de Allen Ginsberg e experimentações sonoras e lisérgicas do Grateful Dead.

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Você pode preferir um livro mais abrangente e que leve o rock mais a sério. Nesse quesito temos o Rock and Roll: Uma história Social (Record, 2006), do historiador americano Paul Friendlander que trata o estilo como fenômeno sociológico comportamental contemporâneo. Ele oferece um quadro bem completo da história social do rock tratando desde o impacto social de novos grupos até a ramificação em estilos e constante mutação.

Já o ótimo e brasileiro O Som da Revolução: Uma história Cultural do Rock (1965-1969) (Civilização Brasileira, 2012) do jornalista e diplomata Rodrigo Merheb, que trata principalmente na força da contracultura na música nos últimos e decisivos anos entre 1965 e 1969. O autor traça um paralelo dos dois lados do Atlântico, o rock americano e o inglês que viviam o mesmo momento mas com abordagens diferentes. O livro trata dos principais aspectos estéticos e políticos que foram fundamentais para o rock feito nesse momento.

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Mas aí quem curte correr fora do mainstream e gosta de um som mais underground tem o já cult e esgotado Rock Raro: O maravilhoso e desconhecido mundo do rock (Nova Expressão, 2010), do Wagner Xavier que trabalha com TI mas é um verdadeiro garimpeiro de sons raros. Ele fez um trabalho “básico” de juntar 352 bandas raras com respectivos discos e resenhou todos com seu próprio ponto de vista. Observando a foto ao lado você vê que ele não fez nenhum trabalho simples e você pode passar por aqui na Joaquim que o livro está disponível para consulta. No vídeo abaixo você também pode ter uma ideia das bandas que ele escolheu apresentando algumas em um programa de rádio.

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Para quem gosta de se aventurar por vários estilos e entender os muitos movimentos da música brasileira, a coleção Todos os Cantos da ótima editora 34 é um pedido dos céus. Boa parte do material estava esgotado e vem sido reeditado aos poucos. Aqui você encontra o A Divina Comédia dos Mutantes, de Carlos Calado que também escreveu o Tropicália: História de uma revolução musical, os livros tratam da minuciosa pesquisa da banda e movimento norteadores de boa parte do que viria a ser o rock brasileiro. Ainda, não se focando apenas no centro-sul do país tem o Do Frevo ao Manguebeat, de José Teles que traça um panorama completo da rica música pernambucana e Vida do Viajante: A saga de Luiz Gonzaga, de Dominique Dreyfus uma francesa que escreve uma das mais completas biografias do compositor.

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Mas a música é uma arte, é um signo de expressão acima de tudo e a coleção Signos Música da editora Perspectiva faz bem o trabalho de estudar a fundo o assunto. Você pode entender melhor o compositor em O Ofício do Compositor (Perspectiva, 2012), organizado pelo compositor e saxofonista Livio Tragtenberg que reúne vários compositores, músicos e pesquisadores de influências díspares para tratar do processos contemporâneo brasileiro de compor. Tragtenberg escreve também Música de Cena (Perspectiva, 2008) que trata especialmente da sua produção voltada ao teatro e de como se dá essa relação da música dentro da dramaturgia. Ainda, dessa coleção temos o Estética da Sonoridade: A Herança de Debussy na Música para piano do século XX (Perspectica, 2011), de Didier Guigue que trata particularmente da sonoriedade para piano assim como a evolução da escrita dessa, analisando as obras de vários compositores.

Tem ou não tem para todos os gostos? E além de todos esses livros provavelmente você irá encontrar uma ou outra beleza no meio destes na estante. Sem contar os vinis escolhidos a dedo por aqui. Se ficou interessado e quiser saber mais informações, nos mande um e-mail ou apareça por aqui, prometemos sempre ter um bom som tocando na vitrola!

Veja algumas raridades:

discoraro

vinisraros3

vinisraros2

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