JOAQUIM

Livros & Discos

Arquivo para a tag “Joaquim Apresenta”

Joaquim Apresenta: Trem Fantasma

Partindo do nome de uma música d’Os Mutantes, os curitibanos do Trem Fantasma não temem em organizar as muitas referências de cada membro da banda e criar um estilo próprio e bem produzido. Rayman, Yuri e Leonardo (Marcos, ainda não havia chegado) não titubeam em afirmar – numa conversa bacana, que você pode ver abaixo, com o Abonico Smith – que assim que os australianos do Tame Impala lançaram seu disco de estreia, ficaram ligados que um dos estilos que eles mais curtiam, o psicodélico, poderia ser feito de uma forma moderna e criativa. Não deu outra, os três que se conheciam – e tocavam em outros projetos – desde a época da escola, resolveram se juntar para produzir e encontrar uma sonoridade construída por todos e deu muito certo!

As influências clássicas de cada um foram se somando e dialogando com o que eles ouviam de contemporâneo e também com o que liam. Algumas letras escritas por Rayman tem influências diretas do Paulo Leminski, parceiro constante do pai do baixista, o Paulo Juk do Blindagem, outro clássico de Curitiba. Os membros compõem de forma separada e tocam vários instrumentos, não pense que isso atrapalha o processo, pelo contrário, todos acabam acrescentando um pouco em cada composição. Difícil mesmo é separar tanto material bacana para caber um único disco.

Lapso é o debut do quarteto e foi produzido pelo Beto da banda gaúcha Cachorro Grande. O próprio Beto conta em entrevista que tinha ouvido a EP da Trem Fantasma e se tornado um grande fã da banda, pediu pros caras enviarem uma demo que foi logo repassada ao selo 180 que logo inseriu os caras no catálogo. O disco merece destaque mesmo, é um som cheio de energia e camadas psicodélicas, dá para ficar pirando durante toda a execução. Apesar das comparações com feito hoje em dia pelos já mencionados Tame Impala e Boogarins, a Trem Fantasma consegue ir além e se destacar, imprimindo a identidade de cada membro. E como eles não deixam o tempo passar, já está no prelo o segundo disco Dias Confusos e o clipe do single homônimo você vê aqui embaixo. Além disso, se você tiver a oportunidade de ver eles ao vivo, veja! Como você pode assistir em nosso canal – um pocket especial feito na loja – os caras mantém o público animado do ínicio ao fim. Faça essa viagem com a gente!

Joaquim Apresenta: Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Marcelo Cabral

Os nomes de Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Marcelo Cabral raramente estão separados quando aparecem em contracapas dos discos mais celebrados, no Brasil, dos últimos anos. Mesmo com seus trabalhos solos, estes artistas, junto com outros nomes como Kiko Dinucci e Thiago França no Metá Metá, produzem muito e ajudam a desenhar a prolífica cena contemporânea da música brasileira. O grupo até deu um nome para o coletivo: Clube da Encruza. Quase que uma paródia com o Clube da Esquina – uma das suas influências – eles afirmam que o nome tem mais a ver com a ideia dos orixás, especificamente de Exu, que segundo Juçara Marçal é o que abre os caminhos para a arte e a criatividade.


Em entrevista para o Joaquim Apresenta, os três contam um pouco mais sobre o processo de trabalhar juntos e a química entre si acontecer de forma plena. A cantora Juçara Marçal abraça projetos que vão do samba raiz à sonoridade noise e experimental, como é o caso de seu trabalho com o artista Cadu Tenório no disco Anganga (2015). Rodrigo Campos, no momento da entrevista estava divulgando o álbum Conversas com Toshiro, que é influenciado por elementos que vão desde a cultura pop, arte contemporânea até a literatura existencialista. Outro trabalho seu com Juçara, o Sambas do Absurdo é inspirado no Mito de Sísifo de Albert Camus e tem letras do artista Nuno Ramos, que também assina a capa. Já Marcelo Cabral é produtor e além de colaborar muito com o Clube da Encruza, assina trabalhos de artistas como Criolo e Karol Conka. Um time de primeira linha, que merece muita atenção!

Nos dois episódios do programa o Abonico Smith consegue criar um diálogo com os artistas onde fica claro, como o próprio Marcelo Cabral diz, que é o “prazer em criar” que move todos os projetos e a criação coletiva – mesmo que as ideias partam de um indivíduo – é que dá o tom especial para os trabalhos desse grupo que já construiu uma identidade particular na música brasileira.

Boa parte dos discos em vinil do grupo tem saído pelo ótimo selo Goma Gringa, que capricha na produção gráfica dos discos e cria um diálogo único entre material físico a sonoridade dos artistas. Outro selo que merece destaque, e lança o material do Passo Torto (outro projeto que envolve esse grupo e outro do nordeste) é o Assustado Discos, quem também se mantém atento ao melhor da produção atual no país.

Assista a entrevista, procure os discos dos artistas aqui na Joaquim! Se gostar acompanhe o nosso trabalho pelo canal do youtube e compartilhe com os amigos.

Joaquim Apresenta é uma parceria da Joaquim Livros & Discos, Mondo Bacana e Max Olsen Produção Audiovisual

Joaquim Apresenta: Leonardo Panço

Para quem acompanha a cena da música independente e underground brasileira, desde os anos 90, é quase impossível não ter lido o nome de Leonardo Panço em algum fanzine. Naquela época ele tinha a banda Soutien Xiita, depois montou o selo Tamborete que revelou nomes como o Gangrena Gasosa e o Zumbi do Mato. Ainda nos anos 90 o cara tocava e coordenava a banda Jason, – ele conta as peripécias da banda pela Europa no livro Jason, 2001 uma Odisseia na Europa. Mesmo tendo selo e bandas para coordenar, Panço já queria escrever literatura – e escreveu em 2009 o Caras dessa Idade já não leem Manuais – e queria ainda mais. Logo que saiu da Jason, em 2010, continuou produzindo projetos próprios, publicando livros como Tempos e o mais recentemente Superfícies que une literatura, fotografia e música.

Passando por Curitiba para divulgar o Superfícies ele conversou com o Abonico Smith relembrando as peripécias do passado e falando sobre o momento atual e os trabalhos mais recentes. No primeiro episódio ele conta com detalhes como foi dar forma para o projeto do livro, unindo as imagens abstratas de superfícies, os textos curtos de epifanias do cotidiano e as faixas curtas que acompanham em CD. No segundo episódio eles conversam sobre a carreira musical do Panço, sempre unindo a produção escrita com a música, seguindo a tradição de cenas norte-americanas como a do hardcore de Washington D.C.

Acompanhe nosso canal, se inscreva e se gostar não deixe de dar o jóinha.

Entre em contato caso tenha interesse em adquirir o livro Superfícies info@joaquimlivraria.com.br

Joaquim Apresenta é uma parceria da Joaquim Livros & Discos, Mondo Bacana e Max Olsen Produção Audiovisual

PARTE 1

PARTE 2

Joaquim Apresenta: O Terno – Entrevista

captura-de-tela-de-2017-02-16-18-35-24

Apenas quatro anos separam o debut 66 dos paulistanos d’O Terno, o auto-intitulado O Terno (2014) e o recente Melhor do que Parece (também pelo selo/coletivo Risco), disco que chamou à atenção por influência sólidas nos anos 60 e 70 sem deixar de demonstrar autenticidade. Em entrevista para o nosso programa Joaquim Apresenta, Tim, Guilherme e Gabriel contam como o trabalho flui entre eles e como tudo vai ganhando contornos conforme o que vão ouvindo e dialogando. Quando Abonico Smith pergunta para Tim se o pai – Maurício Pereira que, junto ao André Abujamra, tinha a dupla Mulheres Negras – havia o influenciado de alguma forma, ele afirma que sim, que o pai sempre o incentivava a ouvir desde o clássico ao pop e sertanejo, dizendo não existir música ruim e sim formas diferentes de produzir.

Os três discos da carreira da banda deixam claras essas influências variadas aliadas à construção da maturidade dos integrantes. Se em 66 há a presença de letras irônicas e divertidas, somadas à uma sonoridade indie – bem animada e ritmada – o segundo disco já soa mais soturno e reflexivo. Em Melhor do que Parece são claras as influências do início da Motown e Rascals, tendo bastante do soul, perceptível logo na primeira faixa. As letras bem humoradas também estão presentes assim como as letras mais afetivas, ou melhor, como afirma Tim, mais “com o coração aberto”.

Veja a entrevista abaixo na íntegra, onde eles contam mais detalhadamente os processos de produção e a cena independente brasileira. Acompanhe também o trabalho da banda pelas redes sociais. O Terno lançou seus discos, também em formato vinil, pelo selo Risco e garante também um ótimo projeto gráfico.

Acompanhe nosso canal, se inscreva e se gostar não deixe de dar o jóinha.

Entre em contato caso tenha interesse em adquirir compacto ou vinil da banda em vinil@joaquimlivraria.com.br

Joaquim Apresenta é uma parceria da Joaquim Livros & Discos, Mondo Bacana e Max Olsen Produção Audiovisual

Ouça o disco na íntegra:

Navegação de Posts

%d blogueiros gostam disto: